Veja dicas de estudo para o concurso TJ-SP 2018 Escrevente

Tribunal de Justiça do estado de São Paulo (TJ-SP) abre 235 vagas de nível médio no interior do estado para o cargo de Escrevente. Veja dicas para a prova do concurso que promete ser um dos mais disputados do país em 2018.

Por: Tamiris Soares
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A abertura do novo concurso público do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo (TJ-SP) deixou os concurseiros em alerta no final deste ano. O certame oferece 235 vagas de nível médio no cargo de Escrevente Técnico Judiciário e promete ser um dos mais disputados do início de 2018 no país. Estão previstas lotações nas 2ª, 3ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª e 10ª Regiões Administrativas Judiciárias, que têm sedes em cidades do interior do estado, como Araçatuba, Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.

Cargos de nível médio costumam ser os mais concorridos em qualquer concurso aberto no país. Outro fator de peso é a disponibilidade de vagas em muitas cidades do estado. Assim, serão atraídos candidatos que tenham todos os níveis de preparo e os interessados nas vagas devem intensificar os estudos ainda mais. O Ache Concursos vai dar dicas de estudo que podem ajudar candidatos novatos no mundo dos concursos e os mais experientes na disputa pelo certame. Confira:

Prova objetiva

As provas objetivas do concurso acontecerão em 28 de março, dando três meses para quem quer começar a estudar agora, tempo maior do que a média dos concursos, que é de dois meses entre o edital e a prova. O edital do concurso informa que serão 100 questões divididas em três blocos:

- Bloco I : 24 questões de Língua Portuguesa;
- Bloco II: 40 questões de Conhecimentos em Direito (Penal, Processual Penal, Processual Civil, Constitucional, Administrativo e Normas da Corregedoria da Justiça);
- Bloco III: 6 questões de Atualidades, 6 de Matemática, 14 de Informática e 10 de Raciocíonio Lógico.

É importante atentar para o fato de que as questões dos blocos I e II serão eliminatórias, com 50% de acertos como nota mínima em cada bloco, e as do bloco III serão apenas classificatórias.

Bloco I

O primeiro bloco exigirá conhecimentos de análise, compreensão e interpretação de diversos tipos de textos verbais, não verbais, literários e não literários; informações literais e inferências possíveis; ponto de vista do autor; estruturação do texto: relações entre ideias; recursos de coesão; significação contextual de palavras e expressões; sinônimos e antônimos; sentido próprio e figurado das palavras; classes de palavras: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção; concordância verbal e nominal; regência verbal e nominal; colocação pronominal; crase; e pontuação.

Mais do que estudar normas de ortografia, a disciplina de Língua Portuguesa exige leitura. Praticando a leitura, você aprende a compreender o que cada questão pede sem precisar decorar tantas normas, apenas interpretando. É importante que se leia e conheça material em diversos estilos como exercício, incluindo romances, notícias, poesia, dissertações e até charges e tirinhas cômicas.

Bloco II

No segundo bloco serão abordadas questões de Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Processual Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Normas da Corregedoria Geral da Justiça; com artigos do Código Penal, Código de Processo Civil, Constituição Federal, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo e outros.

Estudar Direito é complicado por não ser uma disciplina com a qual se tem contato no ensino médio, então é necessário começar do básico, compreender as linhas gerais e só a partir daí ir para o estudo mais específico. Para estudar Legislação pode ser necessário o uso de material de apoio, como um dicionário jurídico, nessa situação uma apostila específica do concurso pode ser muito útil, devido à utilização de termos mais informais e de fácil entendimento. O Direito tem termos muito técnicos e a compreensão só com a leitura não é tão simples. As leis estão disponíveis online e sua consulta é fácil, mas lê-las sem um material que auxilie na sua compreensão pode fazer com que o candidato interprete à sua maneira e caia em erro.

Depois de compreendido o básico, pode-se partir para a solução de provas antigas, a última do TJ-SP aconteceu este ano.

Bloco III

O bloco de atualidades terá questões diversas relacionadas a fatos políticos, econômicos, sociais e culturais, nacionais e internacionais ocorridos a partir do segundo semestre de 2017; artigos do Estatuto da Pessoa com Deficiência; resolução nº 230/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); operações com números reais; mínimo múltiplo comum e máximo divisor comum; razão e proporção; porcentagem; regra de três simples e composta; média aritmética simples e ponderada; juros simples; equação do 1º e 2º graus; sistema de equações do 1.º grau; relação entre grandezas: tabelas e gráficos; sistemas de medidas usuais; noções de geometria: forma, perímetro, área, volume, ângulo, teorema de Pitágoras; e resolução de situações-problema; Microsoft Windows 10; Microsoft Excel 2016; correio eletrônico; internet; estruturas lógicas, lógicas de argumentação, diagramas lógicos; e sequências.

Veja a prova aplicada pela Vunesp para Escrevente do TJ-SP em 2017 e o gabarito pós-recursos

A dica é não tratar a disciplina de Atualidades como inferior por pensar que basta conhecer os assuntos mais comentados nos noticiários. As questões dessa área de conhecimento não são um quiz de curiosidades, elas vão abordar assuntos importantes para a sociedade e de forma aprofundada, tudo tem um contexto, um ponto de partida, um desdobramento e é isso que o candidato deve compreender. A última prova, por exemplo, abordou temas como a última eleição francesa, o conflito entre Estados Unidos e Coreia do Norte, reforma da previdência e Mercosul.

A Matemática é uma disciplina temida, afinal a experiência nas escolas não costuma ser boa. Mas essas questões exigem exatamente isso: bons conhecimentos vindos da base, compreensão de conteúdos de ensino fundamental. Os conteúdos de matemática podem parecer desconexos, mas são todos encadeados, têm a mesma base, deve-se estudar a base antes de adentrar os conteúdos complexos. Depois de dominados os conteúdos básicos, uma boa dica é fazer exercícios com questões resolvidas e comentadas, compreender o processo para chegar àquele resultado. Talvez você não lembre da fórmula específica para a solução de determinada questão, mas, caso compreenda o que ela propõe, pode realizar o cálculo de outra forma e chegar no resultado.

Na Informática cairão termos técnicos e podem cair conteúdos "bobos", como nome de menus, atalhos e outras coisinhas em que não se presta muito atenção no dia a dia; o ideal é estudar a teoria e aliar o estudo à prática diária no computador. Essas questões não devem ser estudadas por provas antigas por ficarem obsoletas, a menos que as provas sejam bem recentes, como é o caso da última prova do TJ-SP. Nessa, os candidatos deram sorte.

A prova de raciocíonio lógico objetiva seguir métodos e princípios para distinguir o raciocínio correto do incorreto. As questões dessa área trazem dois aspectos: conceito abordado e comando da questão, é primordial que se compreenda os dois para a solução correta da questão. Essas questões normalmente vêm recheadas de pegadinhas e exigem prática, a solução de exercícios é um bom método de estudo. 

Prova prática

Passada a etapa objetiva, os candidatos habilitados e que conseguirem as melhores classificações serão convocados à etapa prática de formatação e digitação, que irá aferir o conhecimento e habilidades do candidato utilizando o editor de texto em microcomputador do tipo PC, em ambiente gráfico Microsoft Windows. A prova acontece em 25 de março, com avaliação na escala de zero a 10 e cinco pontos como nota mínima. Veja o número de candidatos que serão convocados para etapa prática, por região, na página 20 do edital.

Os candidatos costumam temer essa etapa, já que ninguém quer ser eliminado depois de tanta dedicação na etapa objetiva. No entanto, os interessados devem ter em mente que a prova prática é uma maneira de eliminar candidatos desprovidos de qualquer coordenação motora e realmente inaptos ao desempenho das funções do cargo. A etapa não objetiva eliminar bons candidatos só para encurtar a lista de classificados. Basta que a pessoa tenha habilidades razoáveis de digitação e consiga manter a calma durante a avaliação que tudo dará certo.

O Ache Concursos deseja a todos bons estudos e boa sorte nas etapas.

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