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O Ministério Público de Goiás (MP G0) recomendou à Secretaria de Estado da Administração de Goiás (SSP) que seja realizado um novo concurso público para a Polícia Civil do Estado (PC GO). A recomendação foi expedida e assinada pelo Promotor de Justiça Fernando Krebs, da 57ª Promotoria de Goiânia. Na recomendação foi dado o prazo de 10 dias para que o Secretário informe o Promotor acerca do acatamento.

Segundo a recomendação, publicada no site oficial do Ministério Público de Goiás, deve ser realizado um novo concurso público para os cargos de Agente e Escrivão de Polícia, de forma que o certame seja concluído no prazo de um ano, a contar do recebimento da recomendação. Ainda, tal prazo foi dado em decorrência da atual situação financeira do Estado de Goiás.

Em investigação, a qual teve início através da Portaria de número 81/2027, o Ministério Público de Goiás (MP GO) apurou que há irregularidades no quadro de servidores da Polícia Civil goiana. Segundos dados coletados durante a apuração, 45% dos cargos da Polícia Civil estão vagos e dos 246 municípios goianos, apenas 34% possuem delegados lotados e 57,7% contam com algum servidor policial (escrivão ou agente) lotado.

Ainda, nas apurações realizadas, o MP GO concluiu que das 126 comarcas atendidas pelo Poder Judiciário Goiano, 50 sequer têm a presença de um delegado de polícia, gerando lentidão no andamento de investigações criminais. Atualmente, a maioria dos atendimentos da Polícia Civil aos cidadãos goianos são realizados por servidores comissionados ou cedidos por prefeituras e não por servidores efetivo do órgão policial.

Na recomendação há ainda uma orientação para que, no prazo de 180 dias, seja feito o remanejamento de pessoal da Polícia Civil para preencher todas as Delegacias de Polícia do estado de Goiás com pelo menos um agente de polícia e/ou escrivão de polícia concursado.

Último concurso foi em 2016

O último concurso promovido pela PC GO ocorreu no ano de 2016. Na oportunidade, foram ofertadas 500 vagas, das quais 280 vagas foram destinadas ao cargo de Agente de Polícia Substituto e 220 para Escrivão de Polícia. Realizado pelo então Cespe, atual Cebraspe, o certame avaliou 31.329 candidatos através de Provas Objetivas; Avaliações Médicas; Testes de Aptidões Físicas; Exames Psicotécnicos e Prova de Digitação. O salário inicial, à época, era de R$ 1.500,00 mensais.