TJ-PR tem concurso aberto para Técnicos; veja dicas de estudo para a prova

O concurso do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) para Técnico Judiciário promete ser muito disputado. Veja algumas dicas de estudo que podem ajudar você a ser aprovado na seleção.

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O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) reabre as inscrições para o seu concurso público. Agora, são 114 vagas ofertadas para Técnico Judiciário, que certamente vão atrair muitos inscritos. Cargos com exigência de escolaridade média costumam ser os mais disputados em qualquer grande concursos superior e a distribuição das vagas por todo o estado torna as oportunidades ainda mais interessantes. A expectativa é de que mais de 500 aprovados sejam convocados no decorrer da validade do concurso.

O salário do cargo é de R$ 5.516,51, acrescido de auxílio-alimentação e auxílio-saúde. As inscrições seguem até 11 de maio no site do Tribunal de Justiça - concursos.tjpr.jus.br - e a taxa de participação é de R$ 100,00. Veja o edital republicado.

Concurso TJ-PR 2017: dicas de estudoNum certame concorrido como esse, é importante que o candidato se destaque nos seus conhecimentos. Para isso, ele deve estar preparado e dominar os conteúdos de prova, pois cada ponto conta, e muito. Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas e discursivas, compostas de 60 questões de múltipla escolha, cada uma valendo um ponto: 20 delas de Língua Portuguesa, 15 de Matemática, 15 de Noções de Direito e Legislação, 5 de Informática e 5 de Atualidades, com cinco alternativas para marcação. Já a prova discursiva será composta de uma questão teórica valendo 40 pontos.

A aplicação das provas acontece inicialmente em Curitiba-PR, podendo ser expandida para outras cidades de acordo com o número de inscritos, em data não prevista até então. Os candidatos terão 5 horas para a resposta das questões de múltipla escolha, a redação da dissertação e o preenchimento dos cartões-resposta. É bastante tempo, nesse caso é importante fazer tudo com calma, ler com atenção e passar adiante caso haja dúvida, porque vai haver tempo de sobra para voltar e responder ao que falta.

Prova objetiva

Serão aprovados na etapa objetiva os candidatos que obtiverem pelo menos 60% de acertos - 36 pontos - e que atinjam a classificação até o número 400 para a comarca da região metropolitana e até a 600ª posição para as comarcas do interior. Portanto, apesar de não haver nota mínima exigida por disciplina, é importante não descuidar de nenhum conteúdo para obter uma boa colocação geral e conseguir ter a redação corrigida.

Língua Portuguesa: essa área de conhecimento vai analisar basicamente a intepretação de texto, incluindo a compreensão e interpretação, o reconhecimento da finalidade de textos de diferentes gêneros, a identificação de informações explícitas e implícitas no texto e o reconhecimento das relações lógico-discursivas presentes no texto. Lembrando que serão 20 questões, valendo um terço da sua nota.

Sintaxe - o estudo da disposição das palavras na frase e da colocação da frase no discurso - e semântica - o estudo do significado das palavras e dos contextos - são conhecimentos que podem ser diferenciais na prova do TJ-PR. Porém, mais do que estudar gramática, a disciplina de Língua Portuguesa exige leitura. Praticando a leitura, você aprende a compreender o que se pede sem precisar decorar tantas normas, apenas interpretando. É importante que se leia e conheça material em diversos estilos como exercício, incluindo romances, notícias, poesia, dissertações e até charges e tirinhas cômicas. 

Na hora da prova, quatro perguntas podem ajudar o candidato a se situar e a responder corretamente:   

Por que esse texto foi escrito? Em concursos públicos, a tendência é a utilização de textos que trazem uma visão crítica. É importantíssimo entender o que o texto defende ou o que o texto critica. Você pode encontrar defesa, crítica ou ambas.

Existem erros no texto? O comum em concursos é que sejam selecionados textos consagrados de grandes autores e veículos, fato que torna quase impossível que haja um engano ou uma contradição. Caso você ache o texto contraditório, desconfie e releia quantas vezes for preciso. É mais provável que haja uma falha na interpretação do que um engano no material.

Quem escreveu o texto? Observe sempre quem é o autor do texto utilizado na questão. Conhecendo o autor, fica mais fácil saber que inclinação ele tem e evita-se as famosas pegadinhas. Na pior das hipóteses, conhecer o autor vai ajudar a cortar alternativas erradas.

Em que época e lugar o texto foi escrito? Situar o texto no seu contexto temporal e no seu ambiente também ajuda a eliminar alternativas erradas. É impossível, por exemplo, que Erico Verissimo critique a rapidez dos nossos tempos, já que o escritor faleceu em 1975.

Prepare-se: Apostila de estudo para Técnico Judiciário do TJ-PR

Matemática: Nessa matéria serão pedidos conhecimentos de operações com números inteiros fracionários e decimais, conjuntos e funções, progressões aritméticas e geométricas, logaritmos, medidas de tempo, sistemas de equações, formas geométricas básicas, raciocínio lógico e noções de função exponencial, matemática financeira, entre outros. Serão 15 questões.

Muitos chegam nessa disciplina já torcendo o nariz, afinal a experiência geral nas escolas não é boa. Mas para se dar bem nas questões da discilplina é necessário ter uma boa base, isso significa compreender a matemática do ensino fundamental. Você pode precisar revisar conteúdos bem básicos antes de adentrar os mais complexos.

Os conteúdos de matemática podem parecer desconexos, mas são todos encadeados, têm a mesma base. Depois de dominados os conteúdos básicos, uma boa dica é fazer exercícios com questões resolvidas e comentadas, compreender o processo para chegar àquele resultado. Talvez você não lembre da fórmula específica para a solução de determinada questão, mas, caso compreenda o que ela propõe, pode calcular de outra forma e chegar lá. 

Por fim: atente ao enunciado. Muitos pensam que a matemática se reduz aos números, mas a interpretação do enunciado da questão também pode salvar o candidato de uma pegadinha.

Noções de Direito e Legislação: A disciplina terá o mesmo peso da Matemática e vai abordar 15 questões sobre assuntos como Constituição do Estado do Paraná, Estatuto dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná, Regimento Interno do TJ-PR, Regulamento do TJ-PR, Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Paraná, Código de Normas da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Paraná e Leis dos Fundos do Poder Judiciário do Estado do Paraná e Constituição Federal. O edital especifica que as atualizações legislativas posteriores à sua veiculação no Diário da Justiça serão desconsideradas.

Assim como na Matemática, é necessário que o candidato entenda o básico antes. Estudar Direito é complicado por não ser uma disciplina com a qual se tem contato no ensino médio, então é necessário começar do princípio, compreender as linhas gerais e só a partir daí ir para o estudo mais específico.

Para estudar Legislação o candidato pode precisar de material de apoio, como um dicionário jurídico. Aqui, uma apostila específica do concurso pode ser muito útil, devido à utilização de termos mais corriqueiros e de fácil entendimento. O Direito tem termos muito técnicos e a compreensão só com a leitura não é tão fácil. As leis podem ser consultadas online, mas lê-las sem um material que auxilie na sua compreensão pode fazer com que o candidato interprete à sua maneira e caia em erro.

Depois de compreendida a matéria, pode-se partir para a solução de provas antigas, a última do TJ-PR aconteceu em 2013.

Informática: Aqui serão cinco questões envolvendo conceitos básicos e fundamentais sobre processamento de dados, componentes funcionais (hardware e software) de computadores, periféricos e dispositivos de entrada, saída e armazenamento de dados, conceitos básicos sobre sistemas operacionais, características dos principais sistemas operacionais do mercado, funções dos principais softwares aplicativos: editores de texto, planilhas eletrônicas, navegadores e correio eletrônico. Apenas cinco questões que podem ser o diferencial entre se classificar ou não.

A disciplina de Informática causa medo nas gerações mais velhas e parece tranquila para os mais jovens, mas ambos se enganam. Quem já nasceu com um computador ao alcance aprendeu a usá-lo de forma tão instintiva que isso pode ser obstáculo na hora de uma prova de concurso. Nunca subestime a disciplina apenas por utilizar um computador todos os dias, nem a veja como um monstro caso não seja íntimo dos computadores: ambos vão precisar estudar.

Na Informática cairão termos técnicos e podem cair conteúdos "bobos", como nome de menus, atalhos e outras coisinhas em que não se presta muito atenção no dia a dia. Estude a teoria - principalmente dos programas de escritório mais conhecidos, como Word, Excel e seus similares, não esqueça dos similares, como OpenOffice e LibreOffice - e depois use o computador como aliado, explore nele o que foi aprendido com as leituras ou vídeo-aulas.

Nessa disciplina o estudo por provas anteriores não é a melhor opção, pois os conteúdos podem se tornar obsoletos muito rapidamente. A dica é fazer muitas questões para entender como cada atalho e menu podem ser cobrados na hora da prova.

Atualidades: O edital prevê a abordagem de noções gerais sobre temas da vida econômica, política e cultural do Paraná, do Brasil e do Mundo; debate sobre as políticas públicas para o meio ambiente, saúde, educação, trabalho, segurança, assistência social e juventude; ética e cidadania; aspectos relevantes das relações e relações entre os Estados e Povos. Outra disciplina que pode ser o peso entre a classificação e a eliminação, cinco questões importantíssimas.

Não despreze a disciplina por pensar que basta conhecer os assuntos mais comentados nos noticiários. As questões de Atualidades não são um quiz de curiosidades, elas vão abordar assuntos importantes para a sociedade e de forma aprofundada, tudo tem um contexto, um ponto de partida, um desdobramento e é isso que você deve compreender.

É importante economizar tempo, ninguém consegue saber tudo o que acontece no mundo o tempo inteiro. Para isso, uma boa dica é acompanhar colunistas, eles vão comentar os assuntos de que estão em voga e ainda dar um ponto de vista. O crucial aqui é conhecer colunistas sérios, de veículos conhecidos e respeitados, acessar diversas perspectivas e desenvolver a sua visão de tudo. Nada de pensar que o seu amigo do Facebook é um especialista em política, por exemplo, e tomar tudo que ele fala como verdade.

É importante também não consumir informação apenas do mesmo meio, mesmo que seja um grande portal generalista que aparentemente aborda tudo o que acontece. Você precisa de novas perspectivas, então diversifique.

Prova discursiva

Aos aprovados na etapa objetiva, a prova discursiva irá abordar os mesmos conteúdos programáticos previstos para as questões de Língua Portuguesa. A etapa terá caráter classificatório e eliminatório, candidatos com nota zero serão eliminados do certame. 

Para escrever uma boa redação, a dica é óbvia: leitura. O candidato deve ter poder argumentativo e utilizar boa gramática. Normalmente se pede que o candidato defenda um ponto ou apresente uma solução a um problema. Atenha-se ao tema proposto e organize suas ideias em parágrafos. A redação deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão claros, mas jamais desconectados um do outro.

Muita atenção à pontuação. Uma redação mal pontuada destroi o melhor dos argumentos. Prefira sentenças curtas, com poucos cortes de vírgula. Lembre-se que pensar no uso da vírgula como apenas uma "pausa na leitura" é errado, o uso dela é mais complexo do que isso. Evite ainda as perguntas retóricas e o uso de exclamações.

Não invente na prova. Palavras rebuscadas ou mesóclise não enriquecem o texto, pelo contrário. Caso você não tenha noção exata do seu significado, esses recursos podem ainda acabar com o ponto que você defende. Ter um bom vocabulário não significa conhecer mais palavras do que os outros, mas compreender o sentido da palavra no seu contexto e saber que um termo mais simples e usual muitas vezes é a melhor opção. E, na hora da prova, se tiver dúvida sobre a ortografia de alguma palavra, não arrisque e use um sinônimo.

Pratique a escrita antes da prova, argumente de forma coesa e sem enrolações. Uma boa dica é pedir para outras pessoas lerem sua redação e perguntar o que elas entenderam. Algumas vezes o texto só faz sentido para quem o escreveu e a pessoa só descobre isso quando é tarde.

Sendo assim, pratique e boa sorte no concurso!

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