A realização de um novo concurso público da Badesul Desenvolvimento S.A. - Agência de Fomento do Rio Grande do Sul deu um passo decisivo nesta semana. A instituição confirmou oficialmente o Instituto Legalle como banca organizadora do próximo edital, movimento que sinaliza a retomada das seleções para o reforço do quadro de servidores da agência estadual.
A definição da organizadora foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 8 de janeiro, representando um avanço no cronograma do concurso. Com a escolha da banca, a expectativa agora se volta para a divulgação do edital.
A escolha do Instituto Legalle foi oficializada por meio do Termo de Dispensa de Licitação nº 001/2026. O documento foi assinado no dia 5 de janeiro pelo diretor-jurídico da Badesul, Mauricio Alexandre Dziedricki, e tramita sob o protocolo nº 202600136496-4.
O termo autoriza o Instituto Legalle a ser responsável por todas as etapas do concurso, incluindo elaboração, aplicação e correção das provas.
Apesar da confirmação da banca, a Badesul ainda não divulgou detalhes essenciais do certame. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de vagas, os cargos que serão ofertados ou os níveis de escolaridade exigidos.
Histórico recente do concurso Badesul
O último concurso público da Badesul foi realizado entre 2021/2022, também sob organização do Instituto Legalle. Na ocasião, foram ofertadas 18 vagas imediatas, além da formação de cadastro reserva, contemplando cargos de níveis médio e superior.
Para o cargo de Assistente Técnico Administrativo, de nível médio, a remuneração inicial foi de R$ 3.431,38. Já os cargos de Técnico em Desenvolvimento, que exigiam formação superior, ofereciam salário inicial de até R$ 7.202,81, valor considerado atrativo no cenário dos concursos estaduais.
Cargos e especialidades do último edital
O edital de 2021 contemplou uma ampla variedade de especialidades, refletindo a diversidade de áreas de atuação da Badesul. Foram ofertadas vagas para:
- Assistente Técnico Administrativo;
- Técnico em Desenvolvimento - Administrador;
- Técnico em Desenvolvimento - Contador;
- Técnico em Desenvolvimento - Economista;
- Técnico em Desenvolvimento - Comunicólogo;
- Técnico em Desenvolvimento - Advogado;
- Técnico em Desenvolvimento - Engenheiro Civil;
- Técnico em Desenvolvimento - Engenheiro Agrônomo;
- Técnico em Desenvolvimento - Engenheiro Eletricista;
- Técnico em Desenvolvimento - Analista de Infraestrutura;
- Técnico em Desenvolvimento - Analista de Segurança da Informação;
- Técnico em Desenvolvimento - Administrador de Banco de Dados;
- Técnico em Desenvolvimento - Analista de Negócios;
- Técnico em Desenvolvimento - Arquiteto de Software.
Os candidatos passaram por provas objetivas, provas discursivas e, no caso dos cargos de nível superior, também por avaliação de títulos.
Estrutura das provas no último concurso
Para o cargo de Assistente Técnico Administrativo, a prova objetiva contou com 50 questões, distribuídas entre Língua Portuguesa, Matemática Financeira, Legislação Bancária e Raciocínio Lógico.
Já para os cargos de nível superior, exceto os da área de Tecnologia da Informação, a prova objetiva teve 70 questões, abrangendo Língua Portuguesa, Legislação Bancária, Raciocínio Lógico e Conhecimentos Específicos.
No cargo de Técnico em Desenvolvimento - Analista de Sistemas, a estrutura de avaliação apresentou um formato mais detalhado, conforme o modelo adotado pelo Instituto Legalle e descrito no edital anterior.
A prova teórico-objetiva foi dividida entre Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos. Em Conhecimentos Gerais, os candidatos responderam a questões de Língua Portuguesa, Legislação Bancária e Raciocínio Lógico, totalizando 30 questões, com valor de um ponto cada. Para aprovação, foi exigido um número mínimo de acertos por disciplina, incluindo pelo menos cinco questões em Língua Portuguesa e sete em Raciocínio Lógico.
A parte de Conhecimentos Específicos contou com 40 questões objetivas, também valendo um ponto cada, sendo necessário acertar, no mínimo, 20 questões para não ser eliminado. A pontuação máxima dessa etapa foi de 70 pontos, considerando o conjunto da prova objetiva.
Além disso, os candidatos ao cargo passaram por prova discursiva, composta por duas questões dissertativas de Conhecimentos Específicos, cada uma valendo cinco pontos. Para aprovação nessa fase, foi exigido o acerto mínimo de uma questão, totalizando até 10 pontos possíveis.
Por fim, houve avaliação de títulos, etapa exclusiva para candidatos habilitados, com pontuação máxima de 20 pontos. Somadas todas as etapas, a nota final do concurso poderia chegar a 100 pontos.
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