O governo federal promoveu uma nova atualização nas regras que orientam o estágio probatório dos servidores públicos federais. O estágio é o período onde o novo servidor, empossado em concurso, é avaliado para continuar ou não no cargo.
A mudança, oficializada por meio do Decreto nº 12.967/2026, publicado no Diário Oficial da União na última quarta de 13 de maio, altera critérios ligados à formação e ao acompanhamento dos profissionais recém-empossados na administração pública federal.
A nova regulamentação impacta diretamente os órgãos e entidades vinculados ao Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) e traz mudanças importantes no chamado Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI), etapa que integra o novo modelo de avaliação do estágio probatório. A medida já está em vigor e passa a valer imediatamente para os novos servidores efetivos da União.
Assinado pelo presidente Lula, pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e pela ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, o decreto é voltado à formação humanizada, diversidade e direitos humanos no serviço público federal.
Governo amplia exigências no estágio probatório
A principal novidade do decreto está relacionada à ampliação do conteúdo obrigatório que deverá ser abordado durante o período de formação inicial dos servidores. A partir de agora, o Programa de Desenvolvimento Inicial deverá incluir, obrigatoriamente, temas ligados à promoção da igualdade de gênero, enfrentamento da violência contra as mulheres, direitos humanos, equidade e respeito à diversidade.
Além disso, o texto também altera o prazo destinado à conclusão das atividades do PDI. Antes sem uma definição mais clara, agora o servidor terá até 30 meses, contados a partir do início do estágio probatório, para concluir todas as ações de desenvolvimento previstas no programa.
Na prática, a medida busca tornar o processo de adaptação dos novos servidores mais estruturado e alinhado às diretrizes atuais da administração pública federal.
O que é o Programa de Desenvolvimento Inicial?
O Programa de Desenvolvimento Inicial (PDI) foi criado como parte do novo modelo de estágio probatório regulamentado pelo Decreto nº 12.374/2025. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
O objetivo do programa é oferecer formação complementar aos servidores recém-ingressos no funcionalismo federal, auxiliando na adaptação às rotinas administrativas e fortalecendo práticas alinhadas aos princípios democráticos e à eficiência da gestão pública.
Entre os conteúdos já previstos no programa estão:
- Ética e integridade no serviço público;
- Funcionamento da administração pública federal;
- Políticas públicas;
- Gestão de pessoas;
- Orçamento público;
- Diversidade e equidade;
- Enfrentamento ao assédio;
- Transformação digital;
- Direitos humanos;
- Promoção da igualdade de gênero.
Com a nova atualização, os conteúdos relacionados à proteção das mulheres e combate à violência passam a ser obrigatórios em todas as formações.
A atualização do decreto também é vista como um movimento estratégico do governo federal para consolidar políticas de inclusão e fortalecimento institucional dentro do funcionalismo público.
Segundo integrantes do Ministério da Gestão e da Inovação, a intenção é garantir que os servidores ingressem na carreira pública já preparados para lidar com temas sociais relevantes e com uma atuação voltada à promoção de direitos e respeito à diversidade.
A medida acompanha uma tendência crescente de modernização dos processos de gestão de pessoas na administração pública, incorporando aspectos relacionados à cidadania, ética e responsabilidade institucional.
O estágio probatório
O estágio probatório é o período inicial de avaliação do servidor aprovado em concurso público e nomeado para cargo efetivo. Previsto no artigo 20 da Lei nº 8.112/1990, o processo funciona como uma etapa de acompanhamento do desempenho funcional antes da aquisição da estabilidade no cargo.
Durante esse período, diversos critérios são analisados pela administração pública, incluindo:
- Assiduidade;
- Disciplina;
- Responsabilidade;
- Produtividade;
- Capacidade de iniciativa.
O estágio probatório é considerado decisivo para a permanência do servidor na carreira pública federal.
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