Um dos conteúdos amplamente cobrados em todos os concursos públicos realizados e que sempre reprova muitos candidatos, a língua portuguesa deve ser matéria obrigatória de estudo na preparação dos concursandos que buscam aprovação e uma boa classificação nas seleções. Além disso, na busca pelo primeiro emprego ou mudança do mesmo, já há instituições que realizam questionários (ditados) para avaliação do conhecimento dos candidatos no emprego da escrita correta, o que torna a matéria imprescindível para ingresso no mercado de trabalho em cargos com melhores remunerações.
Falando na matéria, não podemos deixar de frisar que novas mudanças serão empregadas na escrita com a adesão ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em janeiro de 2009, que busca a unificação do idioma na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. O prazo para adesão obrigatória ao acordo foi prorrogado aqui no Brasil, passando de 2013 para 2016, ou seja, questões de concursos ainda aceitam as duas normas - antigas e novas - para avaliação.
Em entrevista realizada com o Professor Elenor J. Schneider, Cordenador do Curso de Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, sobre os atuais problemas no ensino da Língua Portuguesa e as possíveis soluções, como aspectos que precisam ser revistos e as tendências que poderiam ser incorporadas para fazer com que jovens e crianças tivessem maior domínio do idioma, ao terminarem seus estudos, este cita que, para ensinar Língua Portuguesa é preciso, acima de tudo, ter gosto e domínio. O professor precisa de uma identidade forte com o que vai ensinar. Isso, em grande parte, é sustentado por domínio de conteúdo, de compreensão da matéria. Para tanto, estudar sem cessar é regra fundamental. E também a compreensão da escola; não pode querer um professor bem preparado se lhe atribui 60 horas semanais de aula. Além do mais, é indispensável para êxito no ensino compreender a importância da matéria e fazer os estudantes entenderem isso.
Ainda segundo o professor Elenor "Aulas de Língua Portuguesa precisam ser perpassadas de leitura (de qualquer natureza), de escrita, muita escrita, muita reflexão e interpretação. Desde cedo, a criança precisa saber que a língua será instrumento de vida, de contato, de trabalho. Tudo que ela vier a fazer estará ligado a isso. Na medida certa, trabalhar conceitos, ensinar o padrão, mas ensinando também que a língua se reveste de muitas cores nos variados falares que nos circundam" declarou.
Quando questionado sobre o papel da escola no ensino e compreensão da Língua Portuguesa, ele constata que, de forma geral, a escola acabou confundindo algumas coisas. Uma delas é a exigência pedagógica. Escola ainda é espaço de aprender, e muito, e não apenas espaço para confraternização e convivência social. Aprender a língua é tornar-se mais culto, sim, mas também se constitui num instrumento poderoso de inserção social. O professor precisa encontrar um novo jeito de ensinar num espaço de alta penetração tecnológica, em que o silêncio de acolhimento fica esquecido, mas que não perdeu sua fundamental necessidade para a aprendizagem.
Analisando a entrevista com o Professor Elenor, e fazendo uma ligação com a área de concursos e seleções, vemos que, a escrita correta e a utilização de termos que diferenciem e enriqueçam nosso conteúdo na redação em testes e concursos, só é conseguida através de muito estudo, repetição e leitura. O candidato que está focado no objetivo da aprovação deve reservar uma parcela de tempo em suas atividades para aprimoramento destas valências, aumentando assim suas chances de aprovação.
* Elenor J. Schneider é mestre em literatura pela PUCRS, professor do Departamento de Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC. Coordenador do Curso de Letras e professor de língua portuguesa e literatura em diversos cursos da universidade.
Editor e redator do Ache Concursos e sócio do Grupo Desenvolveweb com experiência em produção de conteúdo digital. Graduado em Educação Física, empresário e jornalista registrado sob nº 20306/RS.
