Aposentados e pensionistas já voltam as atenções para um dos depósitos mais aguardados do ano: o 13º do INSS. Embora ainda não haja ato oficial confirmando as datas, a experiência recente indica que o governo federal deve manter a estratégia de antecipação adotada nos últimos anos, com liberação das parcelas ainda no primeiro semestre.
A expectativa ganhou força porque, desde 2020, o pagamento que tradicionalmente ocorria no segundo semestre foi antecipado para abril e maio.
A medida, além de aliviar o orçamento de milhões de famílias, também funcionou como estímulo à economia, ao injetar bilhões de reais antes do meio do ano. Em 2026, o cenário pode se repetir, mas depende de confirmação por decreto presidencial.
O que já se sabe sobre o 13º do INSS em 2026
Até o momento, o governo não publicou decreto ou portaria detalhando o cronograma oficial do décimo terceiro para este ano. Ainda assim, especialistas em direito previdenciário consideram alta a probabilidade de manutenção do modelo recente.
Nos últimos anos, o calendário seguiu um padrão:
- Primeira parcela: paga em abril
- Segunda parcela: depositada em maio, junto ao benefício mensal
Caso o formato seja mantido, a primeira metade do abono deve cair na conta dos segurados já a partir da segunda quinzena de abril, enquanto a segunda parcela tende a ser creditada no fim de maio ou início de junho, conforme o número final do benefício.
A antecipação tem sido defendida como ferramenta de política econômica, especialmente diante de despesas recorrentes no início do ano, como medicamentos, contas básicas e reorganização financeira.
Quem tem direito ao décimo terceiro do INSS?
O 13º salário do INSS é devido aos segurados que receberam benefício previdenciário ao longo do ano-base. Têm direito:
- Aposentados;
- Pensionistas por morte;
- Beneficiários de auxílio-acidente;
- Segurados que recebem auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Beneficiários de salário-maternidade;
- Quem recebe auxílio-reclusão.
É importante destacar que benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS, não dão direito ao décimo terceiro, pois não possuem natureza previdenciária.
Mesmo quem passou a receber o benefício durante o ano tem direito ao pagamento proporcional.
Como funciona o cálculo do 13º salário?
O valor do décimo terceiro pode ser integral ou proporcional, dependendo do tempo de recebimento do benefício no ano.
A regra geral estabelece que:
- Cada mês de benefício equivale a 1/12 do valor total do 13º;
- Quem recebeu o benefício durante todo o ano tem direito ao valor integral;
- Quem começou a receber depois recebe de forma proporcional.
A divisão costuma ocorrer da seguinte forma:
- Primeira parcela: corresponde a 50% do valor do benefício, sem descontos;
- Segunda parcela: paga o restante, já com descontos legais, como Imposto de Renda (quando aplicável).
Para segurados que recebem acima do salário mínimo, é importante observar eventuais impactos de reajustes no teto previdenciário, que podem influenciar o valor final.
Antecipação virou regra nos últimos anos
O modelo tradicional previa pagamento apenas no segundo semestre. Contudo, desde a pandemia, a antecipação passou a ser adotada de forma recorrente.
Em 2025, por exemplo, o calendário foi organizado assim:
- Primeira parcela entre 24 de abril e 8 de maio;
- Segunda parcela entre 26 de maio e 6 de junho.
A ordem de pagamento seguiu o número final do benefício (sem considerar o dígito verificador), prática que deve se repetir em 2026 caso haja nova antecipação.
Como consultar o pagamento?
Assim que o calendário oficial for divulgado, o segurado poderá verificar as datas e valores por meio dos canais oficiais:
- Aplicativo Meu INSS;
- Portal gov.br/meuinss;
- Central telefônica 135.
No aplicativo, é possível consultar o extrato de pagamento, verificar o valor da parcela e acompanhar eventuais descontos.
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