O Governo Federal publicou novas diretrizes para o acompanhamento das famílias atendidas pelo Bolsa Família. A principal novidade é a criação de um sistema de compartilhamento mensal de informações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A medida foi oficializada por meio de portaria assinada em 27 de maio e tem como objetivo ampliar o acesso dos beneficiários aos serviços de saúde, além de facilitar a identificação de gestantes e crianças que precisam de acompanhamento obrigatório.
Integração entre SUS e Bolsa Família
Com a nova regra, dados de saúde passarão a ser compartilhados regularmente entre os sistemas do SUS e do Bolsa Família. O objetivo é tornar mais rápido o acompanhamento das famílias beneficiárias e garantir que gestantes identificadas pela rede pública tenham acesso ao Benefício Variável Gestante sem atrasos.
Segundo o governo, a integração também deve fortalecer o monitoramento pré-natal e melhorar o atendimento oferecido às futuras mães inscritas no programa.
Gestantes terão acompanhamento mais ágil
Uma das prioridades da nova política é identificar rapidamente as beneficiárias grávidas. A partir do cruzamento de informações entre os sistemas, o governo espera ampliar o acesso ao acompanhamento pré-natal e facilitar a concessão dos benefícios adicionais destinados às gestantes.
Vacinação das crianças será monitorada
As mudanças também reforçam o acompanhamento das condicionalidades de saúde exigidas pelo programa. Crianças beneficiárias de até sete anos incompletos deverão continuar seguindo o calendário nacional de vacinação.
Além disso, haverá monitoramento periódico do estado nutricional de:
- Crianças;
- Gestantes;
- Nutrizes (mães que estão amamentando).
Os registros serão feitos por meio dos sistemas utilizados pela Atenção Primária à Saúde.
Atenção especial para povos tradicionais
A nova portaria prevê ações específicas para grupos considerados mais vulneráveis socialmente.
Entre os públicos prioritários estão:
- Povos indígenas;
- Comunidades quilombolas;
- Ribeirinhos;
- Povos de terreiro;
- Outras populações tradicionais.
O governo pretende ampliar a capacitação dos profissionais de saúde que atuam junto a essas comunidades e fortalecer ações de prevenção, promoção da saúde e segurança alimentar.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal exigência para ingresso no programa continua sendo a renda familiar. Atualmente, têm direito ao benefício as famílias cuja renda mensal por pessoa seja de até R$ 218. O cálculo considera todos os rendimentos da família divididos pelo número de moradores da residência.
O Bolsa Família é formado por diferentes parcelas. Entre elas estão:
Benefício de Renda de Cidadania - R$ 142 por integrante da família.
Benefício Primeira Infância - R$ 150 adicionais para cada criança de até seis anos.
Benefício Variável Familiar - R$ 50 extras para, gestantes, nutrizes; e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos.
A soma dos benefícios varia conforme a composição de cada família.
Como sacar o Bolsa Família?
Os beneficiários não precisam comparecer a uma agência bancária para movimentar os recursos. O valor pode ser acessado pelo aplicativo Caixa Tem, que permite:
- Pagamentos;
- Transferências;
- Compras com débito;
- Consultas de saldo.
Também é possível realizar saques em:
- Casas lotéricas;
- Correspondentes Caixa Aqui;
- Agências da Caixa Econômica Federal;
- Terminais de autoatendimento.
Em alguns casos, o saque pode ser feito por biometria, sem necessidade do cartão físico.
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