A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, a Operação Gabarito para investigar possíveis fraudes no concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A seleção, organizada pela banca Selecon, ofereceu 243 vagas para cargos de técnico-administrativo em educação, de níveis médio e superior.
A investigação começou após a própria organizadora encaminhar uma notícia-crime às autoridades. A empresa identificou um padrão de respostas considerado suspeito nas provas de diferentes candidatos, o que levantou a possibilidade de um esquema coletivo para manipulação de resultados para beneficiar determinados participantes.
Durante a operação, os agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
O que a Polícia Federal está investigando?
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação busca esclarecer se houve um esquema organizado entre candidatos para fraudar o concurso da UFRJ.
O ponto de partida foi a identificação de semelhanças suspeitas nas respostas apresentadas. A análise levou à possibilidade de que alguns candidatos tenham atuado de forma coordenada para obter vantagens na classificação final.
Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo reunir elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A PF informou que os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, previsto no artigo 311-A do Código Penal. Outros delitos também poderão ser considerados caso sejam identificados durante o avanço das apurações.
Até o momento, a investigação busca esclarecer as circunstâncias das possíveis irregularidades. A existência de suspeitas, por si só, não significa que a participação dos investigados em uma fraude esteja comprovada.
Como foi o concurso da UFRJ?
O concurso público teve edital publicado em dezembro de 2025 e ofereceu 243 vagas para cargos técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
As oportunidades contemplaram cargos de níveis médio e superior. As provas objetivas e discursivas foram aplicadas no início de março de 2026.
A seleção foi organizada pela Selecon, responsável pela condução do processo seletivo. Foi a própria empresa que encaminhou a notícia-crime que deu origem à investigação da Polícia Federal, após identificar o padrão de respostas suspeito.
Os candidatos podem consultar o edital, os documentos e as informações oficiais sobre a seleção na página de concursos da Pró-Reitoria de Pessoal da UFRJ:
Concurso da UFRJ pode ser suspenso ou anulado?
A deflagração da Operação Gabarito não significa, automaticamente, que o concurso será suspenso ou anulado.
A eventual adoção de medidas administrativas dependerá da análise dos fatos, das provas reunidas e das decisões das autoridades competentes. Uma investigação policial pode resultar em diferentes desdobramentos, conforme as irregularidades eventualmente comprovadas.
Até as informações disponíveis nesta quarta-feira, dia 21, não havia confirmação oficial de que o concurso da UFRJ tenha sido suspenso ou anulado em decorrência da operação.
Por isso, os candidatos devem acompanhar os comunicados da universidade e da banca organizadora, além de consultar a página oficial do certame para verificar eventuais atualizações sobre resultados, homologação e convocações.
O que acontece agora?
A Polícia Federal deve dar continuidade às diligências para reunir e analisar os elementos relacionados às suspeitas. O material eventualmente apreendido poderá ajudar a esclarecer se houve atuação coordenada entre candidatos e se outras irregularidades foram cometidas.
A investigação também poderá identificar novos fatos ou possíveis responsabilidades, conforme os elementos reunidos ao longo da apuração.
Para os participantes do concurso, a principal orientação é acompanhar os canais oficiais da UFRJ e da Selecon. Novas informações sobre o andamento da seleção dependerão de comunicados oficiais ou de decisões relacionadas ao caso.
A operação foi divulgada pela Polícia Federal em 21 de outubro de 2026. O caso segue sob investigação.
Luana é jornalista graduada (MTB/RS 18705) e Mestra em Letras pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Atua como redatora no portal Ache Concursos.



