Cerca de 32,2 mil candidatos farão as provas da 5ª edição do Exame Nacional da Magistratura (ENAM 2026/1), etapa obrigatória para bacharéis em Direito que desejam disputar concursos para Juízes em todo o país.

09/03/2026
09/04/2026
07/06/2026
A divulgar
A divulgar
09/06/2026
Anexos

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou os locais de prova dessa edição do ENAM no último dia 1º de junho e vai fiscalizar a etapa - veja locais. Instituído pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o exame não oferece vagas nem classifica candidatos, apenas certifica quem está apto a participar dos concursos da magistratura promovidos pelos tribunais de todo o país. O certificado tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período e chegar a 4.

Ele não substitui o concurso da magistratura, mas habilita o candidato a participar dos concursos de tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares. Tem apenas caráter eliminatório, e não é classificatório.

Quando surgiu?

O ENAM foi instituído em 14 de novembro de 2023, por meio da Resolução CNJ nº 531/2023, que alterou a Resolução CNJ nº 75/2009, responsável pelas regras dos concursos da magistratura. O primeiro exame foi realizado ainda em 2024.

Ele foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça, durante a presidência do ministro Luís Roberto Barroso. A ideia foi aprovada pelo Plenário do CNJ e formalizada na Resolução nº 531/2023.

Quem organiza o ENAM?

Embora tenha sido criado pelo CNJ, a organização do exame foi atribuída à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, sob supervisão do CNJ e com colaboração da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) vem coordenando as provas dos exames, a mesma banca que aplica o Exame da Ordem dos Advogados, a OAB, no país.

Por que ele foi criado?

Segundo o CNJ, os principais objetivos foram:

  • criar um padrão nacional mínimo para candidatos à magistratura;
  • valorizar raciocínio jurídico e solução de problemas, e não apenas memorização;
  • uniformizar critérios de seleção entre os tribunais;
  • ampliar a diversidade e democratizar o acesso à carreira de juiz.

Como será a prova

A prova objetiva está marcada para o dia 7 de junho de 2026, das 13h às 18h, com aplicação simultânea em todas as capitais do país e no Distrito Federal. O exame será realizado nas cidades de:

Cidade Estado
Aracaju SE
Belém PA
Belo Horizonte MG
Boa Vista RR
Brasília DF
Campo Grande MS
Cuiabá MT
Curitiba PR
Florianópolis SC
Fortaleza CE
Goiânia GO
João Pessoa PB
Macapá AP
Maceió AL
Manaus AM
Natal RN
Palmas TO
Porto Alegre RS
Porto Velho RO
Recife PE
Rio Branco AC
Rio de Janeiro RJ
Salvador BA
São Luís MA
São Paulo SP
Vitória ES
Teresina PI

A prova terá 80 questões objetivas de múltipla escolha, abrangendo conteúdos de:

Disciplinas Número de Questões
Direito Constitucional (incluindo Direito Constitucional do Trabalho, Direito Constitucional Tributário e Normas Constitucionais de Processo Penal) 16
Direito Administrativo 10
Noções Gerais de Direito e Formação Humanística 6
Direitos Humanos 6
Direito Processual Civil 12
Direito Civil 12
Direito Empresarial 6
Direito Penal 12
Total 80

Para ser aprovado na prova, é necessário ter pelo menos:

  • 56 acertos (70%) no total das questões para ampla concorrência;
  • 40 acertos (50%), no caso de candidatos autodeclarados negros, indígenas, quilombolas ou com deficiência.

O gabarito oficial preliminar da prova será publicado na terça-feira de 09 de junho de 2026 pela FGV.

Já a divulgação do gabarito definitivo após análise de recursos e a relação nominal dos aprovados com o resultado preliminar da prova está previsto para sair no dia 21 de julho.

A validade do certificado de habilitação é de 4 anos, dois mais dois, após a data da emissão do certificado de habilitação pela ENFAM. A prorrogação será automática, salvo justificativa fundamentada pela DireçãoGeral da ENFAM e aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ.

Anexos