Questões filtradas por: cargo de professor - língua portuguesa

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001 Matéria: Português Órgão: SEE-AL Ano: 2013

imagem-001.jpgCom referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens de 71 a 79.

No segmento “o problema central do homem não era o simples alfabetizar, mas fazer com que o homem assumisse sua dignidade como detentor de uma cultura própria” (l.27-29), seriam mantidas a correção gramatical e a coerência textual se fosse suprimida a forma “com” que se segue o verbo “fazer” e se fosse alterada a forma verbal “assumisse” por assuma.

002 Matéria: Português Órgão: Prefeitura de Angra dos Reis - RJ Ano: 2011

Imagem 003.jpgEstá flexionada no modo imperativo a forma verbal destacada no verso:

003 Matéria: Português Órgão: SEDUC-RJ Ano: 2013

O início de uma fábula apresentava o seguinte texto:

“Um macaco andava pela floresta à procura de comida quando ouviu uma tremenda algazarra em uma clareira próxima. Curioso, aproximou-se para investigar o motivo da confusão e deparou-se com uma discussão entre um urso e um coelhinho”.

Considerando que a marca básica de uma narrativa é a sequência cronológica de ações ou acontecimentos, as formas verbais do texto que mostram especificamente essa sequência são:

004 Matéria: Interpretação de Textos Órgão: SEDU-ES Ano: 2008

Defendo o ponto de vista de que o ensino de língua
portuguesa deveria centrar-se em três práticas: leitura de textos,
produção de textos e análise lingüística. Essas práticas, integradas
no processo de ensino-aprendizagem, têm dois objetivos
interligados: a) tentar ultrapassar, apesar dos limites da escola, a
artificialidade que se institui na sala de aula quanto ao uso da
linguagem; b) possibilitar, pelo uso não-artificial da linguagem,
o domínio efetivo da língua padrão em suas modalidades oral e
escrita.

Uma coisa é saber a língua, isto é, dominar as
habilidades de uso da língua em situações concretas de interação,
entendendo e produzindo enunciados adequados aos diversos
contextos, percebendo as dificuldades entre uma forma de
expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua,
dominando conceitos e metalinguagens, a partir dos quais se fala
sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de
uso.

João Wanderley Geraldi, O texto na sala de
aula
. São Paulo: Ática, 1997, p.88 e 89.

Com base no texto acima e em conhecimentos acerca da
metodologia do ensino de língua portuguesa, julgue os próximos
itens.

O desenvolvimento da língua oral, para uso em diversas situações, deve ser um dos objetivos do ensino da língua portuguesa na escola.

005 Matéria: Uso da Vírgula Órgão: SEDU-ES Ano: 2008

Imagem 009.jpg

Com referência ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

Na linha 21, a substituição do travessão por vírgula prejudica a correção gramatical do período.

006 Matéria: Figuras de Linguagem Órgão: Prefeitura de Angra dos Reis - RJ Ano: 2011

Imagem 003.jpgPode-se citar como traço estrutural marcante do poema de Gonçalves Dias:

007 Matéria: Uso da Vírgula Órgão: SEDU-ES Ano: 2008

Imagem 012.jpg

Com base nas idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens
a seguir.

O emprego de vírgula logo após “pluralidade” (L.3) justifica- se para isolar oração subordinada adjetiva explicativa subseqüente.

008 Matéria: Pedagogia Órgão: SEDUC-AM Ano: 2014

As opções a seguir apresentam objetivos de uma escola como organização multicultural, à exceção de uma.Assinale-a.

009 Matéria: Pedagogia Órgão: SEDUC-AM Ano: 2011

Com base no que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), Lei n.º 9.394/1996, sobre financiamento e
formação de profissionais para a educação básica, avaliação,
currículo e planejamento educacional, julgue os seguintes itens.
O oferecimento de profissionalização durante o ensino médio, previsto na legislação educacional, atende ao disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

010 Matéria: Português Órgão: SEDUC-RJ Ano: 2015

COMO LER NAS “ENTRELINHAS”?

As conhecidas “entrelinhas” são uma boa metáfora visual para aquilo que poderíamos designar, de maneira mais apropriada, como o “não-dito” de um texto. Entre uma linha e outra não há supostamente nada exceto o branco da página, da mesma maneira que o não-dito obviamente não foi escrito, logo, não pode ser lido.

Entretanto, lembremos que a linguagem humana é simultaneamente pletórica e insu?ciente: sempre se diz mais e menos do que se queria dizer. Até mesmo um texto prosaico e informativo esconde algumas informações e sugere outras, que se nos revelam se soubermos ler... nas entrelinhas. Ora, um texto de ?cção amplia conscientemente o espaço das suas entrelinhas, justamente para poder tanto esconder quanto sugerir mais informações. Desse modo, ele desa?a o seu leitor a decifrá-lo, vale dizer, a escavar as suas entrelinhas.

Nos dois parágrafos acima, por exemplo.
O que se encontra nas entrelinhas?
O que eu não disse?
O que estou escondendo?

Quando digo que “um texto de ficção amplia conscientemente o espaço das suas entrelinhas” e “desafia o seu leitor a decifrá-lo”, vejo-me escondendo nada menos do que o próprio autor do texto, porque empresto consciência e vontade a uma coisa, isto é, a um texto. Se o meu leitor percebe que fiz isto, ou seja, se o meu leitor lê nas entrelinhas do meu texto, ele pode me interpretar ou de um modo conservador ou de um modo mais ousado.

O meu leitor conservador pode entender que apenas recorri a uma metonímia elegante, dizendo “texto” no lugar de “autor do texto” por economia de palavras e para dar estilo ao que escrevo. O meu leitor ousado já pode especular que sobreponho o texto ao seu autor para sugerir que a própria escrita modifica quem escreve, e o faz no momento mesmo do gesto de escrever.

Ambas as interpretações me parecem válidas, embora eu goste mais da segunda. Talvez haja outras leituras igualmente válidas, embora nem tudo se possa enfiar impunemente nas entrelinhas alheias. Em todo caso, creio que achei um bom exemplo de leitura de entrelinhas no próprio texto que fala das entrelinhas...

Se posso ler nas entrelinhas de textos teóricos ou informativos como este que vos fala, o que não dizer de textos de ficção? Este meu texto não se quer propositalmente ambíguo ou plurissignificativo, mas o acaba sendo de algum modo, por força das condições internas de toda a linguagem, o que abre espaço para suas entrelinhas, isto é, para seus não-ditos.

Um texto de ficção, entretanto, já se quer ambíguo e plurissignificativo, assumindo orgulhosamente suas entrelinhas. Estas entrelinhas são maiores ou menores, mais ou menos carregadas de sentido, dependendo, é claro, do texto que contornam. Textos menores e mais densos, por exemplo, tendem a conter entrelinhas às vezes maiores do que eles mesmos.

É o caso do menor conto do mundo, do hondurenho Augusto Monterroso, intitulado “O Dinossauro”. O conto tem apenas sete palavras e cabe em apenas uma linha: “quando acordou, o dinossauro ainda estava ali”.
As entrelinhas cercam este conto, provocando muitas perguntas, como, por exemplo:

1. Quem acordou?
2. Quem fala?
3. Onde é ali?
4. O dinossauro ainda estava ali porque também se encontrava lá antes de a tal pessoa dormir, ou porque ela sonhara com o dinossauro e ele saiu do sonho para a sua realidade?
5. O dinossauro que ainda estava ali é o animal extinto ou um símbolo?
6. Se for o animal extinto e supondo que o conto se passa na nossa época, como ele chegou ali?
7. Se não se passa na nossa época, então em que época se passa a história?
8. Se, todavia, o dinossauro é um símbolo, o que simboliza?

Na verdade, as entrelinhas contêm as perguntas que um texto nos sugere, muito mais do que as respostas que ele porventura esconde. A nossa habilidade de ler nas entrelinhas se desenvolve junto com a nossa habilidade de seguir as sugestões do texto e de formular perguntas a respeito dele e mesmo contra ele, para explorá-las sem necessariamente respondê-las de uma vez para sempre.

Gustavo Bernardo (Adaptado de: revista.vestibular.uerj.br/coluna/)

Em "um texto de ficção amplia conscientemente o espaço das suas entrelinhas", pode-se observar uma metonímia por tal expressão basear-se na seguinte relação:

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