Questões filtradas por: cargo de professor - língua portuguesa

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001 Matéria: Português Órgão: SEE-AL Ano: 2013

imagem-006.jpgA partir da leitura do texto “Elegia 1938”, julgue os itens a seguir.

Os termos “concepção” (v.6) e “aniquilamento” (v.9) pertencem a campos semânticos distintos no contexto do poema.

002 Matéria: Português Órgão: SEDUC-RJ Ano: 2015

COMO LER NAS “ENTRELINHAS”?

As conhecidas “entrelinhas” são uma boa metáfora visual para aquilo que poderíamos designar, de maneira mais apropriada, como o “não-dito” de um texto. Entre uma linha e outra não há supostamente nada exceto o branco da página, da mesma maneira que o não-dito obviamente não foi escrito, logo, não pode ser lido.

Entretanto, lembremos que a linguagem humana é simultaneamente pletórica e insu?ciente: sempre se diz mais e menos do que se queria dizer. Até mesmo um texto prosaico e informativo esconde algumas informações e sugere outras, que se nos revelam se soubermos ler... nas entrelinhas. Ora, um texto de ?cção amplia conscientemente o espaço das suas entrelinhas, justamente para poder tanto esconder quanto sugerir mais informações. Desse modo, ele desa?a o seu leitor a decifrá-lo, vale dizer, a escavar as suas entrelinhas.

Nos dois parágrafos acima, por exemplo.
O que se encontra nas entrelinhas?
O que eu não disse?
O que estou escondendo?

Quando digo que “um texto de ficção amplia conscientemente o espaço das suas entrelinhas” e “desafia o seu leitor a decifrá-lo”, vejo-me escondendo nada menos do que o próprio autor do texto, porque empresto consciência e vontade a uma coisa, isto é, a um texto. Se o meu leitor percebe que fiz isto, ou seja, se o meu leitor lê nas entrelinhas do meu texto, ele pode me interpretar ou de um modo conservador ou de um modo mais ousado.

O meu leitor conservador pode entender que apenas recorri a uma metonímia elegante, dizendo “texto” no lugar de “autor do texto” por economia de palavras e para dar estilo ao que escrevo. O meu leitor ousado já pode especular que sobreponho o texto ao seu autor para sugerir que a própria escrita modifica quem escreve, e o faz no momento mesmo do gesto de escrever.

Ambas as interpretações me parecem válidas, embora eu goste mais da segunda. Talvez haja outras leituras igualmente válidas, embora nem tudo se possa enfiar impunemente nas entrelinhas alheias. Em todo caso, creio que achei um bom exemplo de leitura de entrelinhas no próprio texto que fala das entrelinhas...

Se posso ler nas entrelinhas de textos teóricos ou informativos como este que vos fala, o que não dizer de textos de ficção? Este meu texto não se quer propositalmente ambíguo ou plurissignificativo, mas o acaba sendo de algum modo, por força das condições internas de toda a linguagem, o que abre espaço para suas entrelinhas, isto é, para seus não-ditos.

Um texto de ficção, entretanto, já se quer ambíguo e plurissignificativo, assumindo orgulhosamente suas entrelinhas. Estas entrelinhas são maiores ou menores, mais ou menos carregadas de sentido, dependendo, é claro, do texto que contornam. Textos menores e mais densos, por exemplo, tendem a conter entrelinhas às vezes maiores do que eles mesmos.

É o caso do menor conto do mundo, do hondurenho Augusto Monterroso, intitulado “O Dinossauro”. O conto tem apenas sete palavras e cabe em apenas uma linha: “quando acordou, o dinossauro ainda estava ali”.
As entrelinhas cercam este conto, provocando muitas perguntas, como, por exemplo:

1. Quem acordou?
2. Quem fala?
3. Onde é ali?
4. O dinossauro ainda estava ali porque também se encontrava lá antes de a tal pessoa dormir, ou porque ela sonhara com o dinossauro e ele saiu do sonho para a sua realidade?
5. O dinossauro que ainda estava ali é o animal extinto ou um símbolo?
6. Se for o animal extinto e supondo que o conto se passa na nossa época, como ele chegou ali?
7. Se não se passa na nossa época, então em que época se passa a história?
8. Se, todavia, o dinossauro é um símbolo, o que simboliza?

Na verdade, as entrelinhas contêm as perguntas que um texto nos sugere, muito mais do que as respostas que ele porventura esconde. A nossa habilidade de ler nas entrelinhas se desenvolve junto com a nossa habilidade de seguir as sugestões do texto e de formular perguntas a respeito dele e mesmo contra ele, para explorá-las sem necessariamente respondê-las de uma vez para sempre.

Gustavo Bernardo (Adaptado de: revista.vestibular.uerj.br/coluna/)

Para responder às questões 32, 33, 34 e 35, observe o trecho a seguir:

“Até mesmo um texto prosaico e informativo esconde algumas informações e sugere outras, que se nos revelam se soubermos ler... nas entrelinhas" (2º parágrafo).

O uso de “até mesmo" sugere que os textos informativos:

003 Matéria: Pedagogia Órgão: SEDU-ES Ano: 2008

A respeito da Constituição Federal de 1988, e com referência a
educação, cultura e desporto, julgue os itens subseqüentes.

Aos profissionais da educação escolar pública, seja da rede federal, estadual ou municipal, é garantido pela Constituição um piso salarial profissional nacional.

004 Matéria: Português Órgão: SEE-AL Ano: 2013

imagem-004.jpgCom relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens de 105 a 113.

Na oração “Elas trabalhavam em grandes grupos, mas sozinhas em suas máquinas” (l.10-11), há uma ambiguidade estrutural que pode ser interpretada como contradição.

005 Matéria: Português Órgão: SEE-AL Ano: 2013

imagem-002.jpgNo que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto acima, julgue os itens de 80 a 95.

Dispostos no primeiro parágrafo do texto, os vocábulos “professor”, “portuguesa”, “caminha”, “corredores”, “maquiagem”, “palhaço”, “caprichada” e “ensino” contêm grupos de duas letras que representam um só fonema, constituindo o que se denomina dígrafo, ou digrama.

006 Matéria: Português Órgão: IF-SC Ano: 2014

Assinale a alternativa que contém entre parênteses a classificação CORRETA do termo em destaque em cada frase.

007 Matéria: Pedagogia Órgão: Prefeitura de Congonhas - MG Ano: 2010

Na história da educação brasileira, muitas foram as transformações pelas quais passaram as escolas e a prática didática. Considerando a Pedagogia Progressista, as três Tendências Pedagógicas que se manifestam são:

008 Matéria: Análise sintática Órgão: SEDU-ES Ano: 2008

Imagem 012.jpg

Com base nas idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens
a seguir.

O segmento “É preciso” (L.13) exerce a função de predicado.

009 Matéria: Tipologia Textual e Tipos de Discurso: direto, indireto e indireto livre. Órgão: Prefeitura de Patos - PB Ano: 2010

O reconhecimento do funcionamento da palavra “portanto”, em um texto, é uma estratégia de leitura de natureza

010 Matéria: Português Órgão: SEDUC-AM Ano: 2014

Compare os termos sublinhados das seguintes frases:

1. Preciso de mais tempo.
2. Viajo de táxi.
3. Árvores de minha rua.
4. Recebi a cópia da foto.

Sobre esses termos, assinale a afirmativa correta.

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