Questões de concursos SEE-MG

419 questões de 2012 a 2015, com gabarito.

1 História FCC · 2012 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - História #197004
Analise a tabela abaixo.

imagem-003.jpgO desequilíbrio na distribuição de terras demonstrado na tabela pode ser apontado como um dos responsáveis pela
2 Pedagogia IBFC · 2015 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Nível I - Grau A #17737
As reflexões sinalizam a necessidade de rever práticas ainda contraditórias no campo da alfabetização e de superar a permanente nostalgia em relação a práticas do passado, que, no entanto, demandam alargamento de concepções. Por essa premissa, a proposta atual de ensino está centrada nos eixos mais relevantes que devem ser considerados em um ciclo de alfabetização. Analise os eixos descritos a seguir:

I. Compreensão e valorização da cultura escrita
II. Apropriação do sistema de escrita
III. Leitura
IV. Produção de textos escritos
V. Desenvolvimento e oralidade
VI. Letramento

Estão corretas as afirmativas:
3 Pedagogia IBFC · 2015 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Nível I - Grau A #17763
Conforme estabelecido nas competências e habilidades que precisam ser desenvolvidas pelo professor para alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os princípios e processos metodológicos devem ser adaptados à solução de problemas encontrados no diagnóstico das dificuldades para o aprendizado. Nesse sentido, é correto afirmar que:
4 Matemática FCC · 2012 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Matemática #197218
Manuela tabulou as vendas da barraca de milho e derivados na última festa junina da escola conforme tabela abaixo:

Alimento Quantidade vendida Preço unitário
(em unidades)

Espiga 120 R$ 0,80
Curau 90 R$ 1,20
Suco de milho 80 R$ 1,00
Cuscuz 100 R$ 0,75
Pamonha 150 R$ 1,50

O faturamento da barraca nessa festa junina foi
5 Assembleia Geral das Nações Unidas IBFC · 2015 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Nível I - Grau A #17355
Assinale a alternativa correta sobre o órgão que proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
6 Matemática FCC · 2012 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Matemática #197237
O custo de uma empresa, para produzir x unidades de um certo produto, e dado pela lei C(x) = - x 2 + 190x, e a receita arrecadada com a venda desses produtos e dada por R(x) = 2x2 - 500x. Sabendo-se que o lucro e L(x) = R(x) - C(x), o número mínimo de peças que essa empresa precisa fabricar para que haja lucro é
7 Português FCC · 2012 · SEE-MG - Especialista em Educação - Supervisão Pedagógica #197159
Texto I

No fim do século XIV, Portugal, vitimado por uma sucessão de administrações perdulárias, se convertera em um reino endividado. Sem alternativas para produzir riquezas em seu território, a coroa voltou os olhos para o mar. Essa epopeia em busca de riquezas é narrada pelo jornalista mineiro Lucas Figueiredo em Boa Ventura!. Calcada sobre um minucioso levantamento histórico, a obra traça um quadro desolador da penúria em que então vivia Portugal e retrata as adversidades que enfrentou para achar uma solução: a chamada Corrida do Ouro brasileira, que se deu entre os anos de 1697 e 1810.
Foi o sonho dourado português que levou dom Manuel ardenar, em março de 1500, a viagem de Pedro Álvares Cabral ao desconhecido. Depois de atingir o arquipélago de Cabo Verde, o jovem navegador voltou a proa de sua caravela para o Ocidente, com a missão de salvar a coroa da falência. O rei apostou nas terras ermas e inexploradas do Novo Mundo. Para ele, poderia estar ali a fonte rápida e repleta de riquezas que guindariam Portugal à fartura.
A pressão de Lisboa levou o governador-geral Tomé de Sousa a organizar a primeira expedição oficial em busca do metal, seduzido pelos rumores sobre a existência de uma montanha dourada margeada por um lago também de ouro - local fantástico que os nativos chamavam de Sabarabuçu. A comitiva partiu de Pernambuco em 5 de novembro de 1550, e os homens que se embrenharam na floresta nunca mais foram vistos. Mas o mito de Sabarabuçu levaria à organização de outras dezenas de expedições no decorrer dos 121 anos seguintes - todas fracassadas.
Em 1671, o paulista Fernão Dias, uma das maiores fortunas da região, aceitou o pedido de Lisboa para empreender mais uma missão em busca de Sabarabuçu. Ao contrário de seus antecessores, porém, o bandeirante não partiu sem antes analisar os erros daqueles que haviam perecido na floresta, devorados por animais ferozes ou índios e mortos eles próprios pela fome e pelas adversidades naturais. Os preparativos levaram três anos. Ciente de que era impossível que centenas de homens sobrevivessem sem uma linha de abastecimento, Dias ordenou que, à medida que se embrenhassem na floresta, os pioneiros providenciassem a plantação de lavouras e a criação de animais. Ao longo de toda a rota que interligava a vila de São Paulo ao que hoje é o Estado de Minas Gerais, Dias montou a infraestrutura necessária para o que seria a primeira experiência bem sucedida dos portugueses na busca de riquezas. Em sete anos de trabalhos, ele percorreu 900 quilômetros entre São Paulo e Minas. Morreu no caminho de volta para casa, sem jamais ter alcançado a lendária Sabarabuçu. Mas fizera algo ainda mais extraordinário: havia inaugurado a primeira via de interligação entre o litoral e o interior do país em um terreno antes intransponível.
Doze anos depois da morte de Fernão Dias, surgiram as primeiras notícias dando conta da localização de ouro onde hoje é Minas Gerais. Com a descoberta de novas lavras, o sonho de ouro continuava a mover os aventureiros. Em 1700, o bandeirante Borba Gato deu as boas novas ao governador: havia encontrado Sabarabuçu. Festas e missas foram celebradas para comemorar a "providência divina".
Localizada onde hoje é a cidade de Sabará, a terra batizada com o nome mítico por Borba Gato incendiou a imaginação dos europeus. Dessa forma, a corrida do ouro levou um dos lugares mais hostis de que se tinha notícia a abrigar o embrião do que viria a ser o estado de governança no Brasil.

(Leonardo Coutinho. Veja, 30 de março de 2011, pp. 134-136, com adaptações)

No fim do século XIV, Portugal, vitimado por uma sucessão de administrações perdulárias, se convertera em um reino endividado. Sem alternativas para produzir riquezas em seu território, a coroa voltou os olhos para o mar.

É correto afirmar que a articulação lógica entre as afirmativas iniciais do texto se estabelece com base na noção de
8 Português IBFC · 2015 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Nível I - Grau A #17362
Sobre o ensino da Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental que constam da proposta curricular do Estado de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.

I. Os conteúdos dos currículos e programas, assim como as práticas de ensino, devem ser selecionados em função apenas do domínio de conceitos e classificações como fins em si mesmos.
II. Devem compor o currículo da disciplina aqueles conteúdos considerados essenciais a vida em sociedade, especialmente aqueles cuja aprendizagem exige intervenção e mediação sistemáticas da escola, como é caso da leitura e da escrita.
como e caso da leitura e da escrita.
III. O aluno deve reconhecer a leitura e a escrita como atividades interativas de produção de sentido, que colocam em jogo diferentes fatores.

Estão corretas as afirmativas:
9 Português IBFC · 2015 · SEE-MG - Professor de Educação Básica - Nível I - Grau A #17341
Texto I

Ler devia ser proibido

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal as pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que Ihe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu- se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que Ihe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria urn livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversive do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova... Ler deve se coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silencio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

(Guiomar de Grammon)

“Ler pode tornar o homem perigosamente humano.”

Essa frase é bastante emblemática da concepção da autora. Analise os comentários sobre ela e, em seguida, assinale a alternativa correta.

I. Sabendo que em urn texto as informações podem ser agrupadas em fatos ou opiniões, esta frase simbolizaria urn fato.
II. A leitura teria o poder de tornar o homem urn ser perigoso para os demais, dificultando a vida em sociedade.
III. Se escrevêssemos “deve tornar” ao invés de “pode tornar” não haveria alterações semânticas consideraveis.
IV. A palavra “perigosamente” produz urn efeito de sentido que reforça a tese da autora.

10 Português FCC · 2012 · SEE-MG - Professor de Educação Básica #197257
Texto para a questão.

Num texto narrativo, o leitor é obrigado a optar o tempo todo. Na verdade, essa obrigação de optar existe até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo. Quando a pessoa que fala está prestes a concluir a frase, nós como leitores ou ouvintes fazemos uma aposta (embora inconscientemente): prevemos sua escolha ou nos perguntamos qual será sua escolha (pelo menos no caso de frases de impacto como “Ontem à noite no campo-santo do presbitério eu vi...").

(Umberto Eco. Seis passeios pelos bosques da ficção. S.Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 12)

A afirmação do autor relativa à obrigação de optar até mesmo no nível da frase individual – pelo menos sempre que esta contém um verbo transitivo justifica-se