A ministra Esther Dweck confirmou que o Concurso Nacional Unificado (CNU) deverá alcançar até 7 mil nomeações ao longo de 2026 com início das posses já nas próximas semanas. A expectativa reforça a estratégia de priorizar concursos já realizados, evitando a abertura de novos editais num curto prazo.

O anúncio foi feito durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov. Segundo ela, o foco do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos é acelerar as convocações de aprovados, incluindo vagas imediatas e cadastro de reserva.

Veja a entrevista da ministra Esther Dweck, no programa Bom dia, Ministra:

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Posse do CNU começa em maio

Após a etapa de homologação dos resultados, que teve prazo até o fim de março para os órgãos federais, o governo já projeta o início das posses. A previsão é que os primeiros aprovados do CNU comecem a assumir seus cargos entre o fim de abril e o início de maio.

Nesse primeiro momento, cerca de 3.652 candidatos aprovados devem ser chamados. Parte deles já foi convocada anteriormente para ocupação de vagas remanescentes, acelerando o cronograma de ingresso no serviço público.

A expectativa é que esse movimento inicial seja apenas o começo de um fluxo contínuo de nomeações ao longo do ano.

Quase 7 mil nomeações previstas em 2026

O planejamento do governo federal aponta para um volume expressivo de convocações. Ao todo, a estimativa é de quase 7 mil nomeações em 2026, considerando diferentes concursos já autorizados.

Entre os destaques:

  • CNU 1: 3.652 aprovados aguardam posse
  • CNU 2: novas convocações previstas ao longo do ano
  • Polícia Federal: 1.000 vagas já autorizadas, com possibilidade de ampliação para até 2.500 nomeações durante o atual governo

Segundo a ministra, a orientação é aproveitar ao máximo os concursos vigentes antes de autorizar novos certames, o que pode reduzir o número de editais inéditos em 2026.

Convocações durante o período eleitoral estão liberadas

Um ponto que gerava dúvidas entre os candidatos foi esclarecido pelo governo. As convocações poderão ocorrer normalmente durante o período eleitoral.

Isso porque a legislação permite a nomeação de aprovados em concursos já homologados antes do início do calendário eleitoral, que começa em junho. O que fica proibido nesse período é apenas a homologação de novos certames.

Como tanto o CNU 1 quanto o CNU 2 devem estar homologados dentro do prazo, o governo terá liberdade para realizar chamadas ao longo de todo o segundo semestre.

Aposentadorias pressionam reposição de servidores

Outro fator que explica o volume de nomeações é o cenário de aposentadorias no serviço público. De acordo com o MGI, cerca de 70 mil servidores devem se aposentar entre 2026 e 2030.

Esse movimento aumenta a necessidade de reposição para manter o funcionamento de órgãos federais e garantir a continuidade dos serviços à população. Por isso, a convocação de aprovados tem sido tratada como prioridade estratégica.

Com a proposta de centralizar concursos federais em um único processo, o modelo trouxe mais praticidade aos candidatos e ampliou o acesso às vagas em diferentes órgãos do Executivo.

CNU 1

Em 2024, o chamado "Enem dos concursos" teve sua estreia. Ao todo, foram ofertadas 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais, organizadas em oito blocos temáticos. As oportunidades contemplaram áreas estratégicas como infraestrutura e engenharias, tecnologia e dados, meio ambiente, saúde, educação, regulação e gestão pública, além de cargos de nível intermediário.

Os salários variaram de R$ 5.866,69 a R$ 22.921,71, conforme o cargo. A aplicação das provas ocorreu em agosto, alcançando 228 municípios e reunindo mais de 2,1 milhões de inscritos.

O concurso foi coordenado pela Fundação Cesgranrio.

CNU 2

Já em 2025, o CNU passou por uma ampliação. Organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a segunda edição ofertou 3.652 vagas para 32 órgãos federais, aumentando o número de instituições participantes.

O concurso foi estruturado em nove blocos temáticos, incluindo áreas como seguridade social, cultura, tecnologia, engenharias, administração e justiça. Os salários chegaram a até R$ 17.726,42, com oportunidades para candidatos de níveis médio e superior.

Diferente da primeira edição, o processo seletivo contou com provas objetivas aplicadas em outubro e etapas discursivas em dezembro, consolidando um formato mais robusto.

Estes aprovados podem consultar os documentos do concurso no site da FGV.