O concurso da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) está com inscrições abertas e movimenta milhares de candidatos em todo o país. O edital de 2026 oferece 1.823 oportunidades, sendo 212 vagas imediatas e 1.611 para formação de cadastro de reserva, destinadas a cargos de nível superior com salários que chegam a R$ 10.685,44.

06/07/2026
06/08/2026
11/10/2026
R$ 10.685,44
1.823
Edital

Com a Fundação Getulio Vargas (FGV) novamente responsável pela seleção, muitos candidatos voltaram a estudar a prova do último concurso para entender o perfil da banca, os assuntos mais cobrados e a pontuação necessária para conquistar uma vaga.

A boa notícia é que a estrutura da prova foi praticamente mantida. Quem pretende disputar uma das vagas em 2026 pode usar o concurso anterior como principal referência de preparação.

Como foi a última prova da Dataprev?

O último concurso da Dataprev foi organizado pela FGV e contou com uma única etapa eliminatória e classificatória: a prova objetiva. Todos os candidatos responderam 70 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas e apenas uma resposta correta.

Apesar de parecer uma prova extensa, o maior desafio não era apenas a quantidade de questões, mas o peso diferente entre as disciplinas.

Enquanto as matérias de conhecimentos gerais valiam apenas um ponto por questão, as questões específicas tinham peso 2,5, fazendo com que praticamente dois terços da nota final dependessem do domínio técnico da área escolhida.

Quantas questões caíram em cada disciplina?

A prova foi dividida em dois módulos.

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Conhecimentos Gerais

Todos os perfis realizaram as mesmas disciplinas básicas:

  • Língua Portuguesa: 12 questões;
  • Língua Inglesa: 12 questões;
  • Raciocínio Lógico-Matemático: 5 questões;
  • Atualidades e Inteligência Artificial: 6 questões;
  • Legislação sobre Segurança da Informação e Proteção de Dados: 5 questões.

Ao todo, esse bloco reuniu 40 questões. Cada uma delas valeu 1 ponto. Assim, o candidato poderia conquistar no máximo 40 pontos apenas com conhecimentos gerais.

Conhecimentos Específicos

O segundo módulo concentrou as disciplinas técnicas de cada perfil.

Foram:

  • 30 questões específicas;
  • peso 2,5 por questão.

Esse bloco sozinho podia render 75 pontos. Na prática, aproximadamente 65% da nota final estava concentrada justamente na parte específica da prova. Por isso, candidatos que dominavam apenas Português ou Inglês dificilmente conseguiam classificação competitiva.

Quanto valia cada questão?

A FGV adotou pesos diferentes conforme a disciplina.

A distribuição foi a seguinte:

  • Conhecimentos Gerais: 1 ponto por questão;
  • Conhecimentos Específicos: 2,5 pontos por questão.

A pontuação máxima possível foi de 115 pontos.

Esse sistema fez com que um único erro em Conhecimentos Específicos tivesse praticamente o mesmo impacto de dois ou três erros em disciplinas básicas.

Qual era a nota mínima para aprovação?

O edital estabeleceu dois critérios obrigatórios.

O candidato precisava:

  • alcançar pelo menos 57,5 pontos na soma da prova;
  • não tirar nota zero em nenhuma disciplina.

Quem não atingisse um desses requisitos era eliminado automaticamente, independentemente da classificação geral.

Isso significa que acertar apenas metade das questões não garantia aprovação. Como havia pesos diferentes, muitos candidatos precisavam obter desempenho acima de 60% para superar a nota mínima.

Como a FGV calculava a classificação?

Depois da correção das provas, todos os candidatos habilitados foram classificados em ordem decrescente da nota obtida.

Em caso de empate, a banca utilizava critérios sucessivos, como:

  • maior nota em Conhecimentos Específicos;
  • maior nota em Língua Portuguesa;
  • maior nota em Língua Inglesa;
  • idade mais elevada, conforme previsto em lei;
  • demais critérios definidos no edital.

Houve nota de corte no último concurso?

Uma dúvida comum entre os candidatos é sobre a nota de corte. No concurso da Dataprev, a FGV não publicou uma nota de corte única.

Isso ocorreu porque o certame possuía:

  • diversos perfis profissionais;
  • diferentes cidades de lotação;
  • ampla concorrência;
  • cotas raciais;
  • vagas para pessoas com deficiência;
  • cadastro de reserva.

Cada perfil acabou apresentando uma classificação diferente. Na prática, a "nota de corte" corresponde à nota do último candidato classificado dentro das vagas ou do cadastro de reserva de determinado perfil. Por isso, não existe um único número oficial válido para todo o concurso.

O que mostram os resultados finais?

Os resultados oficiais divulgados pela FGV indicam que os candidatos aprovados apresentaram desempenho bastante elevado, principalmente nos perfis ligados à Tecnologia da Informação. Em áreas como Desenvolvimento de Software, Arquitetura de Sistemas e Segurança Cibernética, os primeiros colocados alcançaram notas muito próximas da pontuação máxima.

Já nos perfis administrativos e jurídicos também houve forte concorrência, especialmente nas localidades com menor número de vagas. Isso mostra que apenas atingir os 57,5 pontos mínimos dificilmente coloca o candidato entre os primeiros colocados.

Para disputar uma vaga imediata, o ideal é buscar desempenho bem superior ao mínimo exigido.

O que mais caiu na prova?

A análise do conteúdo mostra alguns padrões importantes.

Na parte de Língua Portuguesa, a FGV priorizou:

  • interpretação de textos;
  • reescrita;
  • coesão;
  • coerência;
  • pontuação;
  • concordância.

Em Língua Inglesa predominou a interpretação textual, com poucas questões puramente gramaticais.

Raciocínio Lógico trouxe problemas envolvendo:

  • lógica proposicional;
  • porcentagem;
  • análise combinatória;
  • problemas matemáticos.

Já Atualidades concentrou temas relacionados à transformação digital, inovação tecnológica e Inteligência Artificial.

Na disciplina de Legislação, a banca explorou principalmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas ligadas à segurança da informação.

Entretanto, foi em Conhecimentos Específicos que a prova apresentou maior nível de dificuldade.

Cada perfil recebeu questões técnicas bastante aprofundadas, exigindo domínio da atividade profissional.

A FGV costuma cobrar questões difíceis?

A Fundação Getulio Vargas é conhecida por produzir provas com elevado nível de interpretação. Mesmo quando o conteúdo é conhecido pelo candidato, o enunciado costuma exigir leitura cuidadosa.

Entre as principais características da banca estão:

  • textos longos;
  • alternativas muito semelhantes;
  • questões contextualizadas;
  • cobrança prática do conteúdo;
  • interpretação acima da simples memorização.

Esse perfil faz com que resolver provas anteriores seja uma das melhores estratégias de preparação.

O que muda para o concurso de 2026?

O novo edital manteve praticamente a mesma estrutura.

Os candidatos voltarão a responder:

  • 70 questões objetivas;
  • 40 questões de conhecimentos gerais;
  • 30 questões específicas;
  • pontuação máxima de 115 pontos.

Também permanece a exigência de alcançar, no mínimo, 57,5 pontos e não zerar nenhuma disciplina para continuar na disputa.

Como aumentar as chances de aprovação?

A experiência do último concurso mostra alguns pontos importantes para quem busca uma vaga em 2026.

O candidato deve priorizar:

  • resolução de provas anteriores da FGV;
  • estudo aprofundado dos conhecimentos específicos;
  • revisão constante da LGPD;
  • prática intensa de interpretação de textos em Português e Inglês;
  • simulados completos com controle de tempo.

Outra estratégia importante é dedicar boa parte da preparação ao módulo específico, responsável pela maior parte da pontuação.

Um desempenho apenas mediano nessa parte da prova costuma ser insuficiente para alcançar as primeiras colocações.

Vale a pena usar a prova anterior como base?

Embora novos conteúdos possam ser incluídos no edital, a estrutura da avaliação e o estilo da FGV tendem a permanecer semelhantes. Por isso, analisar detalhadamente o concurso anterior permite entender o grau de dificuldade, identificar os assuntos mais recorrentes e direcionar melhor o planejamento de estudos.

Com salários iniciais superiores a R$ 10 mil em diversos perfis e validade de dois anos, prorrogável por igual período, o concurso da Dataprev continua entre os mais disputados da área de tecnologia e administração pública federal.

Edital e documentos