O governo atualizou as faixas de pagamento do Seguro-Desemprego para 2026. Agora, o piso segue o valor do salário mínimo e não pode ser menor do que R$ 1.621,00. O teto do seguro desemprego desse ano será de R$ 2.518,65.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador deve ter sido dispensado sem justa causa e estar em situação de desemprego no momento do requerimento, além de cumprir requisitos de tempo de trabalho, que variam conforme o número de solicitações.

A 1ª solicitação pode ser feita após ter recebido salários por, pelo menos, 12 meses nos últimos 18 meses anteriores à dispensa.

Já a 2ª solicitação exige pelo menos 9 meses de trabalho nos últimos 12 meses anteriores à dispensa.

As demais solicitações exigem apenas 6 meses de trabalho. O solicitante também não pode possuir renda própria suficiente para seu sustento e de sua família, nem estar recebendo benefícios de prestação continuada da Previdência Social, com exceção de auxílio-acidente ou pensão por morte.

O pedido do seguro pode ser feito de maneira digital via Portal GOV.BR, aplicativo Carteira de Trabalho Digital, ou presencialmente no SINE ou nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Como calcular o valor do Seguro Desemprego em 2026

O cálculo do benefício utiliza a média salarial do trabalhador e segue uma tabela progressiva atualizada anualmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para o ano de 2026, as regras de cálculo são as seguintes:

Faixa de Salário Médio Método de Cálculo da Parcela
Até R$ 2.222,17 Multiplica-se o salário médio por 0,8.
De R$ 2.222,18 até R$ 3.703,99 O que exceder a R$ 2.222,17 multiplica-se por 0,5 e soma-se ao valor de R$ 1.777,74.
Acima de R$ 3.703,99 O valor da parcela é fixo em R$ 2.518,65.

Independentemente do cálculo, o valor do benefício não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, que em 2026 está fixado em R$ 1.621,00.

Seguro-Desemprego 2026 é reajustado e tem novos valores - Fonte: Gov
Seguro-Desemprego 2026 é reajustado e tem novos valores - Fonte: Gov

Os valores das faixas salariais e do teto do Seguro-Desemprego não são estáticos; eles são reajustados anualmente pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE. Em 2025, o INPC fechou em 3,90%.

Além do INPC, a política de reajuste do salário mínimo também impacta diretamente o Seguro-Desemprego, uma vez que ele define o piso legal que o governo deve pagar ao trabalhador segurado.