As famílias inscritas no Bolsa Família terão um novo valor de benefício a partir de outubro. O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, um reajuste de 15,04% nos pagamentos do programa. Com a mudança, o valor mínimo mensal passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.

A atualização será aplicada já na folha de outubro, cujo calendário de pagamentos começa em 19 de outubro. A liberação seguirá a ordem do último dígito do Número de Identificação Social (NIS), salvo situações de pagamento unificado para municípios que tenham regras especiais. O calendário oficial de 2026 divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social prevê os pagamentos entre 19 e 30 de outubro.

O reajuste representa uma atualização dos valores do programa desde sua reformulação em 2023. Segundo informações divulgadas pelo governo, a correção considera a inflação acumulada desde o início do atual formato do Bolsa Família até agosto deste ano. A medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

Veja a publicação do Presidente Luís Inácio nas redes sociais:

Bolsa Família: quando começa o novo pagamento?

O primeiro pagamento com os valores reajustados será realizado em outubro. Conforme o calendário oficial do MDS, o cronograma começa no dia 19 de outubro, para beneficiários com NIS terminado em 1, e segue até 30 de outubro.

Final do NIS Data de pagamento
1 19 de outubro
2 20 de outubro
3 21 de outubro
4 22 de outubro
5 23 de outubro
6 26 de outubro
7 27 de outubro
8 28 de outubro
9 29 de outubro
0 30 de outubro

O MDS estabelece que cada final de NIS possui uma data específica para saque ou movimentação da parcela. Em determinadas situações de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo Governo Federal, o calendário pode ser unificado para municípios específicos, permitindo o acesso ao benefício antes da data prevista para o NIS.

Quanto será o Bolsa Família após o reajuste?

Com a correção anunciada, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O valor médio, por sua vez, deverá alcançar aproximadamente R$ 777.

É importante destacar que o valor mínimo não corresponde necessariamente ao pagamento recebido por todas as famílias. O Bolsa Família é calculado de acordo com a composição familiar e reúne benefícios adicionais destinados a diferentes grupos.

Atualmente, o programa prevê, entre outros componentes, adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos e parcelas de R$ 50 para gestantes e integrantes de determinadas faixas etárias. O governo ainda deverá detalhar como o reajuste será incorporado aos diferentes componentes e à composição final das parcelas.

Assim, uma família pode receber valor superior ao piso de R$ 691, dependendo da quantidade e das características dos integrantes registrados no Cadastro Único.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

A principal regra de entrada no programa considera a renda mensal por pessoa da família. O limite informado pelo governo permanece em R$ 218 por pessoa, além da necessidade de inscrição no Cadastro Único e do cumprimento das regras estabelecidas para permanência no programa.

Entre as exigências estão compromissos relacionados à saúde e à educação. As informações cadastrais também precisam permanecer atualizadas.

O MDS mantém uma política de revisão cadastral e informa que famílias convocadas que não regularizarem o cadastro dentro dos prazos estabelecidos podem ter o benefício bloqueado e, posteriormente, cancelado.

Quantas famílias recebem o Bolsa Família?

A folha de setembro contempla cerca de 19,3 milhões de famílias, segundo os dados divulgados sobre o programa. O número pode variar de um mês para outro em razão de inclusões, exclusões, revisões cadastrais e alterações na composição dos benefícios.

O governo também vem ampliando mecanismos de verificação dos cadastros e de controle dos pagamentos. Essas ações fazem parte do processo de qualificação cadastral e de revisão das informações utilizadas para definir a permanência das famílias no programa.

Reajuste do Bolsa Família terá impacto no orçamento

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá custo de aproximadamente R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, a estimativa apresentada pelo governo é de impacto de cerca de R$ 22 bilhões nas despesas.

Com a atualização, a previsão de recursos destinados ao Bolsa Família em 2027 deverá passar de aproximadamente R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões, conforme os números apresentados pelo governo.

A proposta orçamentária para 2027 enviada anteriormente ao Congresso não previa o novo reajuste, de modo que a adequação das despesas será necessária para incorporar os valores atualizados.

O governo informou ainda que a ampliação dos mecanismos de combate a pagamentos indevidos e fraudes contribui para a reorganização fiscal necessária à medida.

Bolsa Família de outubro começa com novo valor

Dessa forma, outubro será o primeiro mês em que os beneficiários terão o pagamento calculado com os valores reajustados. A primeira data do calendário é 19 de outubro, mas cada família deve observar o final do NIS para saber quando poderá movimentar a parcela.

A consulta pode ser realizada pelos canais oficiais do MDS e pelos aplicativos utilizados para acompanhamento do benefício. O calendário oficial de 2026 confirma as datas de outubro e estabelece que o pagamento regular será encerrado em 30 de outubro.

O reajuste de 15,04% altera o piso do programa depois de mais de três anos sem uma atualização geral dos valores desde a reformulação do Bolsa Família em 2023. Os detalhes sobre os valores dos benefícios adicionais e a aplicação do reajuste em cada omposição familiar deverão ser observados nas orientações oficiais do governo.