O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou um processo amplo de modernização cadastral que vai mudar a forma como aposentados, pensionistas e demais segurados comprovam sua identidade.
Nos próximos anos, a Carteira de Identidade Nacional (CIN), conhecida como novo RG, será o principal documento para acesso, manutenção e concessão de benefícios previdenciários. A medida busca reforçar a segurança dos pagamentos, reduzir fraudes e integrar bases de dados em todo o país.
Embora a exigência total só passe a valer em 2028, o cronograma já começou a ser implementado, com etapas intermediárias que afetam quem solicita novos benefícios ou precisa renovar cadastros.
A orientação do governo é que os segurados não deixem para a última hora, especialmente idosos e pessoas com dificuldade de acesso a serviços digitais.
A nova identidade, que utiliza o CPF como número único nacional, será também a base para a validação biométrica, etapa considerada essencial para garantir que o benefício seja pago ao titular correto.
Por que o INSS vai exigir o novo RG
A mudança faz parte de um processo de integração entre bancos de dados federais e estaduais, com foco em aumentar a confiabilidade das informações cadastrais. Atualmente, o INSS utiliza diferentes documentos para identificação, o que abre brechas para inconsistências, erros e tentativas de fraude.
Com a CIN, o governo pretende unificar o registro civil, concentrando dados biométricos em uma base única e nacional. A expectativa é reduzir pagamentos indevidos, agilizar atendimentos e tornar mais simples a comprovação de identidade em serviços públicos.
Além disso, a biometria vinculada ao novo RG permitirá que procedimentos no Meu INSS e em atendimentos presenciais se tornem mais rápidos e seguros, evitando deslocamentos desnecessários.
O que muda a partir de agora
- Desde novembro de 2025, novos pedidos de benefícios já passaram a exigir algum tipo de comprovação biométrica, seja pela base da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), do título de eleitor ou da própria CIN.
- A partir de maio de 2026, quem não tiver biometria registrada em nenhuma dessas bases precisará emitir obrigatoriamente a nova identidade para dar andamento ao processo.
- Em 2027, a exigência será ampliada. Segurados que precisarem renovar benefícios ou atualizar dados também deverão possuir biometria cadastrada. Caso contrário, serão orientados a providenciar a CIN.
- Já em 1º de janeiro de 2028, a transição se encerra. A partir dessa data, apenas a Carteira de Identidade Nacional será aceita como documento para fins de identificação biométrica no INSS, tanto para novos requerimentos quanto para a manutenção de benefícios já existentes.
Embora ainda não seja obrigatória para todos, a recomendação é que emitam a nova identidade:
- Aposentados e pensionistas que ainda não possuem biometria registrada;
- Pessoas que pretendem solicitar benefícios nos próximos meses;
- Segurados com documentos antigos ou danificados;
- Cidadãos que desejam evitar contratempos futuros com bloqueios ou pendências cadastrais.
Especialistas destacam que não haverá corte automático em massa, mas sim comunicações individuais ao longo do processo.
Ainda assim, antecipar a emissão reduz o risco de atrasos em pagamentos ou suspensão temporária do benefício por falta de identificação adequada.
A regulamentação prevê exceções temporárias para grupos que enfrentam dificuldades de deslocamento ou acesso aos serviços públicos. Estão dispensadas da exigência imediata pessoas com mais de 80 anos, cidadãos com limitações de mobilidade por questões de saúde, moradores de regiões remotas, como comunidades ribeirinhas atendidas por programas itinerantes, além de migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros residentes no exterior.
Também há flexibilização temporária para alguns benefícios, como salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte, cujo prazo para exigência da biometria foi estendido.
O órgão afirma que os segurados serão avisados com antecedência caso precisem regularizar a situação, justamente para evitar interrupções nos pagamentos.
Como emitir o novo RG
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. A emissão é feita pelos órgãos estaduais de identificação, como institutos de identificação civil, secretarias de segurança pública ou Detrans, dependendo do estado.
O procedimento geralmente inclui:
- Agendamento prévio, pelo site ou aplicativo do órgão do seu estado;
- Comparecimento ao posto de atendimento na data marcada;
- Coleta de dados biométricos, como foto, digitais e assinatura.
Em muitos estados, também é possível acompanhar o status da solicitação pela internet e retirar o documento posteriormente no mesmo local.
Para emitir a nova identidade, o cidadão deve apresentar:
- Certidão de nascimento ou de casamento (original ou cópia autenticada);
- Documento com número de CPF (se ainda não constar na certidão);
- Comprovante de residência.
Brasileiros naturalizados precisam levar também o certificado de naturalização. Em alguns estados, documentos adicionais podem ser solicitados, conforme regras locais.
O que fazer se o benefício for bloqueado
Caso o segurado perceba a suspensão ou bloqueio indevido do pagamento, é possível solicitar a regularização pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.
Após a correção da pendência, o benefício costuma ser restabelecido, geralmente com pagamento retroativo dos valores não creditados durante o período de análise.
A recomendação é manter dados atualizados e verificar periodicamente a situação cadastral nos canais oficiais, evitando surpresas.
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