O início de 2026 marca mais um capítulo para milhões de brasileiros que planejam se aposentar nos próximos anos. As regras da Previdência Social seguem passando por ajustes graduais previstos na Reforma da Previdência, aprovada em 2019, e as mudanças impactam principalmente quem já contribuía com o INSS antes da nova legislação entrar em vigor.
A cada ano, as exigências de idade e pontuação aumentam, tornando essencial que o trabalhador acompanhe as atualizações para evitar surpresas no momento de solicitar o benefício.
Em 2026, as regras de transição ficam mais rígidas, enquanto os critérios definitivos continuam valendo para quem começou a contribuir após a reforma.
Veja o que muda nas regras de aposentadoria em 2026, quais são os critérios exigidos em cada modalidade, quem pode ser afetado pelas alterações e como calcular o tempo restante para se aposentar.
Regra geral da aposentadoria segue válida em 2026
Para quem passou a contribuir com o INSS após novembro de 2019, continuam valendo as regras definitivas da reforma. Nesse modelo, a aposentadoria exige:
- Mulheres: idade mínima de 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição;
- Homens: idade mínima de 65 anos e, no mínimo, 20 anos de contribuição.
Esses critérios não sofrem alterações anuais e representam o modelo padrão da Previdência Social atualmente em vigor.
Quem entra nas regras de transição da Previdência
As regras de transição surgiram como uma forma de amenizar a passagem do modelo previdenciário anterior para o atual. Elas valem apenas para os segurados que já estavam no sistema do INSS antes da reforma da Previdência, em vigor desde novembro de 2019.
Cada opção de transição conta com exigências específicas e pode gerar valores distintos de aposentadoria. Dessa forma, o trabalhador tem a possibilidade de escolher a regra mais vantajosa, desde que atenda integralmente às condições estabelecidas.
Idade mínima progressiva sobe em 2026
Uma das principais mudanças para 2026 está na regra que combina tempo de contribuição com idade mínima progressiva. Nesse modelo, a idade exigida aumenta seis meses a cada ano, enquanto o tempo mínimo de contribuição permanece fixo.
Em 2026, passam a valer os seguintes critérios:
- Mulheres: idade mínima de 59 anos e seis meses, com 30 anos de contribuição;
- Homens: idade mínima de 64 anos e seis meses, com 35 anos de contribuição.
Essa progressão continuará até 2031, quando as mulheres alcançarão a idade mínima definitiva de 62 anos.
Regra dos pontos também muda neste ano
Outra alteração importante ocorre na regra dos pontos, que soma a idade do trabalhador ao tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação mínima exigida sobe novamente.
- Mulheres: 93 pontos;
- Homens: 103 pontos.
Mesmo com o aumento da pontuação, o tempo mínimo de contribuição continua sendo de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. Essa regra costuma ser vantajosa para quem começou a trabalhar cedo.
Aposentadoria por idade mantém critérios fixos
A aposentadoria por idade permanece com regras estáveis em 2026. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa cumprir:
- Homens: 65 anos de idade e 15 anos de contribuição;
- Mulheres: 62 anos de idade e 15 anos de contribuição.
Essa modalidade costuma ser uma alternativa para quem não consegue atingir o tempo mínimo exigido em outras regras de transição.
Pedágio de 50% e 100%
A regra do pedágio de 50% é destinada a quem estava muito próximo de se aposentar quando a reforma entrou em vigor. Nessa modalidade, o trabalhador precisa cumprir metade do tempo que faltava para alcançar o tempo mínimo de contribuição.
Além disso, é exigida idade mínima de:
- 57 anos para mulheres;
- 60 anos para homens.
Essa regra não sofre alterações anuais, mas só está disponível para um grupo restrito de segurados.
Já o pedágio de 100% exige que o trabalhador cumpra integralmente o tempo que faltava para se aposentar em 2019. Apesar de exigir mais tempo de trabalho, essa modalidade pode resultar em um valor de aposentadoria mais elevado, pois considera uma fórmula de cálculo mais favorável.
Como calcular o tempo restante para se aposentar
Para ajudar os segurados, o INSS disponibiliza gratuitamente o simulador de aposentadoria, acessível pela internet. A ferramenta utiliza os dados do cadastro previdenciário e mostra quanto tempo falta para se aposentar em cada regra disponível.
O acesso pode ser feito da seguinte forma:
- Entre no site ou aplicativo Meu INSS;
- Faça login com CPF e senha;
- Digite "Simular Aposentadoria" no campo de busca;
- Confira as simulações disponíveis;
- Gere o relatório em PDF, se desejar.
O simulador serve apenas para consulta e não garante o direito imediato ao benefício, mas ajuda no planejamento previdenciário.
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