Com a chegada de 2026, milhões de famílias brasileiras voltam suas atenções para o primeiro pagamento do Bolsa Família no ano. Em Minas Gerais, a expectativa é ainda maior após a publicação de uma nova portaria do Governo Federal que reconhece situação de emergência em quatro municípios do estado.
Atualmente, o Bolsa Família atende mais de 18 milhões de domicílios em todo o país, sendo uma das principais fontes de renda para famílias em situação de vulnerabilidade. Por isso, qualquer sinal de mudança no calendário ou possibilidade de antecipação gera repercussão entre os beneficiários, especialmente no início do ano, quando as despesas costumam ser maiores.
Estado de emergência em cidades de Minas Gerais
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a Portaria nº 1, que reconhece a situação de emergência em quatro municípios mineiros.
As cidades homologadas enfrentaram principalmente chuvas intensas e vendavais nas últimas semanas de 2025, com danos à infraestrutura urbana e prejuízos à população local. A medida permite que os municípios tenham acesso a apoio federal e também costuma influenciar políticas sociais, como a antecipação de benefícios.
Veja a lista de municípios com situação de emergência reconhecida:
- Itabira/MG - Chuvas intensas
Decreto nº 1.402, de 16/12/2025 - Rio Novo/MG - Chuvas intensas
Decreto nº 041, de 17/12/2025 - São Gonçalo do Abaeté/MG - Vendaval
Decreto nº 087, de 27/12/2025 - Viçosa/MG - Chuvas intensas
Decreto nº 6.238, de 19/12/2025
Embora o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) ainda não tenha divulgado oficialmente a lista de municípios com pagamento antecipado em janeiro, o histórico do programa indica que cidades com decretos de emergência reconhecidos pelo Governo Federal costumam ser incluídas no pagamento unificado.
Bolsa Família pode ser antecipado nesses municípios?
Na prática, a homologação da situação de emergência não garante automaticamente a antecipação do Bolsa Família, mas é um dos principais critérios utilizados pelo Governo Federal para autorizar o pagamento unificado.
Quando isso ocorre, todas as famílias do município recebem o benefício no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.
Nos últimos anos, o governo adotou essa estratégia para garantir rapidez no repasse de recursos a populações afetadas por enchentes, deslizamentos, secas e outros desastres naturais. Por isso, moradores das quatro cidades mineiras acompanham com atenção os próximos comunicados do MDS.
Quando começa o Bolsa Família em 2026?
Antes de liberar os valores, o MDS realiza uma etapa obrigatória de verificação dos dados das famílias inscritas no Cadastro Único. Esse processo serve para confirmar renda, composição familiar e o cumprimento das condicionalidades, como frequência escolar e acompanhamento de saúde.
A expectativa é que essa checagem seja concluída até a primeira quinzena de janeiro de 2026. Somente após essa fase a folha de pagamento é fechada, definindo quem receberá o benefício e o valor exato a ser depositado.
Após o fechamento da folha, os dados passam a ser liberados gradualmente nos sistemas oficiais. A previsão é que a consulta do valor do Bolsa Família de janeiro esteja disponível a partir do dia 12 de janeiro de 2026.
Calendário do Bolsa Família de janeiro de 2026
Para quem não mora em cidades com pagamento unificado, o calendário segue o escalonamento tradicional conforme o final do NIS:
- NIS final 1: 19 de janeiro
- NIS final 2: 20 de janeiro
- NIS final 3: 21 de janeiro
- NIS final 4: 22 de janeiro
- NIS final 5: 23 de janeiro
- NIS final 6: 26 de janeiro
- NIS final 7: 27 de janeiro
- NIS final 8: 28 de janeiro
- NIS final 9: 29 de janeiro
- NIS final 0: 30 de janeiro
Os valores ficam disponíveis para saque e movimentação na data indicada.
Valor em janeiro
O valor mínimo do Bolsa Família permanece em R$ 600 por família, sem reajuste anunciado para o início de 2026. Além disso, seguem ativos os benefícios complementares, como o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 por criança de até seis anos, e o Benefício Variável Familiar, de R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens de 7 a 18 anos.
Com os adicionais, muitas famílias podem ultrapassar facilmente os R$ 800 ou R$ 900 mensais, dependendo da composição familiar.
O orçamento do Bolsa Família deve se manter em torno de R$ 160 bilhões, mesmo patamar de 2025. Apesar da redução no número de famílias atendidas ao longo do último ano, a expectativa é de manutenção do programa em 2026, sem cortes significativos, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.
Até o momento, o governo não confirmou aumento no orçamento nem mudanças estruturais no programa.
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