Passada a eleição, os concurseiros aguardavam uma boa notícia do governo no anúncio de um novo CNU, mas parece que ele não virá tão cedo. A realização de uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado não está garantida para 2027. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que o novo edital dependerá da aprovação do orçamento federal, que deve vir apertado.

O acúmulo de gastos com subvenções e anúncios pré-eleitorais de novos programas deve fazer com que o governo "feche a torneira" para novos concursos no primeiro semestre. Em posicionamento sobre a possibilidade de uma nova edição, a pasta afirmou que continuará trabalhando para renovar os quadros do serviço público e manter os órgãos federais estruturados para atender à população. A declaração, no entanto, não autoriza a abertura de um novo concurso.

CNU 2027 depende do orçamento. A aprovação da LOA é uma etapa importante para a definição das despesas do governo no ano seguinte. No caso dos concursos públicos, a previsão de recursos contribui para orientar decisões sobre novas seleções, nomeações e contratações, mas não significa que todos os processos pretendidos serão realizados.

Quanto tem de dinheiro previsto hoje? O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 prevê cerca de R$ 2,5 bilhões para novos concursos públicos e novas contratações. Desse total, aproximadamente R$ 1,3 bilhão está destinado ao Poder Executivo federal e R$ 1,2 bilhão para instituições federais de ensino. Os valores abrangem diferentes necessidades de pessoal e não confirmam recursos específicos para o CNU.

Novo governo quer manter o CNU

Apesar da indefinição sobre o próximo ano, o MGI considera o Concurso Nacional Unificado uma política pública voltada à renovação e à modernização do serviço público, além de uma forma de ampliar o acesso às vagas federais.

Assim, com a dificuldade de recursos para 2027, é provável que ele saia em 2028. A intenção da pasta é consolidar o modelo como um processo permanente de seleção, com novas edições em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos. A proposta permitiria aos órgãos planejar melhor a reposição de pessoal e daria aos candidatos maior previsibilidade sobre futuras oportunidades.

O ministério também informou que a experiência acumulada com as seleções nacionais despertou interesse de estados e municípios. Isso pode abrir espaço para parcerias com outros entes federativos interessados em aproveitar a estrutura de concursos de grande escala.

Segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado de 2025. O exame ofereceu 3.352 vagas distribuídas por 35 órgãos e institutos federais. O número ficou abaixo do registrado na primeira edição, que marcou a estreia do formato de seleção conjunta para diferentes carreiras da administração pública federal.

A primeira edição foi realizada em 2024 e ofereceu mais vagas, foram 6.640 em 21 órgãos e entidades federais. O modelo reúne oportunidades de diferentes órgãos em uma estrutura unificada, organizada por áreas temáticas. A proposta busca simplificar etapas para os candidatos e facilitar a admissão em vários óegãos da administração pública federal.