A segunda quinzena de fevereiro começa com reforço no orçamento de milhões de famílias brasileiras. O calendário do Bolsa Família, iniciado na última quinta-feira (12), prevê novos pagamentos neste sábado, dia 14, beneficiando grupos específicos que tiveram o crédito antecipado. A medida garante acesso aos recursos antes do início da próxima semana e considera ajustes no cronograma oficial.

Neste mês, o valor médio do benefício é de R$ 690 por família, resultado da soma do piso de R$ 600 com os adicionais destinados a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes. Ao todo, cerca de R$ 13 bilhões serão repassados a 18,84 milhões de lares, alcançando aproximadamente 49,32 milhões de pessoas em todo o país.

Quem recebe neste sábado (14)

Recebem neste sábado os beneficiários que tiveram a data original ajustada. Entre eles estão:

  • Famílias com NIS final 3, que originalmente receberiam no dia 18 de fevereiro, mas tiveram o pagamento antecipado devido ao período de Carnaval.
  • Beneficiários que costumam receber às segundas-feiras, já que a Caixa antecipa o crédito para o sábado anterior.

Apesar de não haver expediente bancário no fim de semana ou durante o feriado, os valores podem ser movimentados normalmente pelo aplicativo Caixa Tem. Por meio da plataforma, é possível pagar contas, fazer transferências via Pix, realizar compras com cartão de débito virtual e efetuar saques sem cartão em caixas eletrônicos.

Calendário completo de fevereiro

O pagamento do Bolsa Família segue de forma escalonada, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Confira as datas:

  • NIS final 1: 12/02 (quinta-feira)
  • NIS final 2: 13/02 (sexta-feira)
  • NIS final 3: 18/02 (quarta-feira) - com antecipação para 14/02
  • NIS final 4: 19/02 (quinta-feira)
  • NIS final 5: 20/02 (sexta-feira)
  • NIS final 6: 23/02 (segunda-feira) - com antecipação para 21/02
  • NIS final 7: 24/02 (terça-feira)
  • NIS final 8: 25/02 (quarta-feira)
  • NIS final 9: 26/02 (quinta-feira)
  • NIS final 0: 27/02 (sexta-feira)

Além disso, moradores de 171 municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal tiveram os valores liberados já no primeiro dia do calendário, independentemente do número final do NIS - veja a lista de municípios.

Regra de Proteção garante transição

Fevereiro também marca a ampliação da chamada Regra de Proteção, mecanismo criado para evitar o cancelamento imediato do benefício quando a família aumenta sua renda. Quem ultrapassa o limite de R$ 218 por pessoa, mas permanece dentro do teto permitido, pode continuar recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até 12 meses.

A medida busca assegurar uma transição gradual para a autonomia financeira, especialmente para trabalhadores que conquistaram emprego formal ou ampliaram seus ganhos recentemente.

Cesta de benefícios e adicionais

O valor base do programa permanece fixado em R$ 600 em 2026. No entanto, os adicionais elevam o valor médio para R$ 690 por família. Entre os complementos estão:

  • Benefício Primeira Infância (BPI): R$ 150 por criança de até seis anos. Em fevereiro, 8,35 milhões de crianças recebem o adicional, somando R$ 1,20 bilhão.
  • Benefício Variável Familiar Criança (BV): R$ 50 para crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, alcançando mais de 11,4 milhões de beneficiários.
  • Benefício Variável Adolescente (BVA): R$ 50 para jovens de 16 a 18 anos incompletos, contemplando 2,3 milhões de adolescentes.
  • Benefício Variável Gestante (BVG): R$ 50 pagos a 654 mil gestantes.
  • Benefício Variável Nutriz (BVN): adicional destinado a famílias com bebês de até seis meses, beneficiando 339 mil lares.

Somados, esses valores ampliam o alcance social do programa e reforçam a proteção às famílias com maior vulnerabilidade.

Critérios e atualização cadastral

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Além disso, é necessário cumprir as condicionalidades do programa, como frequência escolar mínima, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal para gestantes.

A manutenção do benefício depende da atualização regular do Cadastro Único (CadÚnico). Mudanças de endereço, renda ou composição familiar devem ser informadas no CRAS ou em postos autorizados. Dados desatualizados podem resultar em bloqueio, suspensão ou cancelamento do pagamento.