A Caixa e o governo federal anunciaram na última quinta-feira (13) a antecipação do calendário da 2ª parcela do Auxílio Emergencial 2021. O novo calendário adianta as datas de crédito em conta e de saque e transferência para 29 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e por meio das plataformas digitais, app e site.

Para o público do Bolsa Família o cronograma segue o mesmo, com início do segundo pagamento marcado para o dia 18 de maio. A antecipação do auxílio emergencial foi publicada na Portaria nº 630, no Diário Oficial da União.

De acordo com o ministro da Cidadania, João Roma, essa nova antecipação do calendário representa "um olhar mais humano para as necessidades da população". "O governo federal tem estudado cotidianamente formas de abreviar o calendário do Auxílio Emergencial, dentro de uma responsabilidade com a logística de pagamentos e sempre evitando aglomerações, para que a população tenha acesso a esses recursos com a maior celeridade possível", afirmou o ministro.

A antecipação do auxílio emergencial já havia ocorrido no calendário de saque da 1ª parcela após a Caixa observar um aumento no uso do aplicativo Caixa Tem para movimentar os valores, causando assim a diminuição das filas nas agências bancárias. Ao perceber que a dinâmica dos pagamentos estava funcionando bem surgiu a possibilidade de antecipar novamente o calendário. O crédito da 2ª parcela será antecipado em até 17 dias.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou ainda que esse critério será observado nos próximos ciclos de pagamento e que, se funcionar, o banco poderá antecipar também o calendário das demais parcelas do Auxílio Emergencial. "A partir da avaliação do pagamento deste primeiro ciclo, poderemos também antecipar os pagamentos dos Ciclos 2, 3 e 4. Vamos avaliar como será este fluxo de pagamento e, se for como imaginamos, anteciparemos os outros meses", disse Guimarães.

Novo calendário da 2ª parcela do Auxílio

Para a segunda parcela, foi antecipado o calendário de depósitos a partir dos nascidos em fevereiro. O início do crédito em conta continuou previsto para 16 de maio (domingo), quando a 2ª parcela caiu nas contas dos nascidos em janeiro.

Confira todas as novas datas para crédito dos valores e liberação de saques:

Mês de nascimento Data do crédito em conta Data para saque em dinheiro
Janeiro 16 de maio 31 de maio (antes 08 de junho)
Fevereiro 18 de maio (antes 19 de maio) 01 de junho (antes 10 de junho)
Março 19 de maio (antes 23 de maio) 02 de junho (antes 15 de junho)
Abril 20 de maio (antes 26 de maio) 04 de junho (antes 17 de junho)
Maio 21 de maio (antes 28 de maio) 08 de junho (antes 18 de junho)
Junho 22 de maio (antes 30 de maio) 09 de junho (antes 22 de junho)
Julho 23 de maio (antes 02 de junho) 10 de junho (antes 24 de junho)
Agosto 25 de maio (antes 06 de junho) 11 de junho (antes 29 de junho)
Setembro 26 de maio (antes 09 de junho) 14 de junho (antes 01 de julho)
Outubro 27 de maio (antes 11 de junho) 15 de junho (antes 02 de julho)
Novembro 28 de maio (antes 13 de junho) 16 de junho (antes 05 de julho)
Dezembro 30 de maio (antes 16 de junho) 17 de junho (antes 08 de julho)
Novo calendário da 2ª parcela - Fonte: Caixa
Novo calendário da 2ª parcela - Fonte: Caixa

Nas redes sociais, a Caixa divulgou um vídeo com o presidente do banco, Pedro Guimarães, anunciando a nova antecipação:

Quem vai receber a segunda parcela do Auxílio 2021?

Para o pagamento do Ciclo 2 (2ª parcela), a Dataprev juntamente com o Ministério da Cidadania continuará checando mensalmente todos os cadastros aprovados antes de realizar um novo pagamento, para garantir que o dinheiro não seja recebido por quem não se encaixa nas regras previstas em lei.

Dessa forma, mesmo que o beneficiário já tenha recebido a 1ª parcela do Auxílio Emergencial, o benefício será cancelado se os órgãos do governo encontrarem alguma inconsistência nos dados informados pelo cidadão na segunda rodada de pagamentos.

Por isso, a Receita Federal, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União farão a verificação dos dados e de possíveis fraudes. Segundo o Ministério da Cidadania, para continuar recebendo o Auxílio Emergencial 2021 o cidadão não pode:

  • ter adquirido vínculo de emprego formal;
  • estar recebendo recursos financeiros provenientes de benefício previdenciário, assistencial, trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Abono-Salarial PIS/PASEP e os benefícios do Bolsa Família;
  • ter indicativo de óbito no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil - SIRC ou no Sistema de Controle de Óbitos - Sisobi ou ter o CPF vinculado, como instituidor, à concessão de pensão por morte de qualquer natureza; ou
  • estar preso em regime fechado ou ter o CPF vinculado, como instituidor, à concessão de auxílio-reclusão.