Portal da Transparência tem site para consultar nomes de quem recebeu o Auxílio Emergencial; veja

Dados de 63,5 milhões de beneficiários estão disponíveis para consulta online. Plataforma permite ainda denunciar casos de fraudes no recebimento do auxílio.

Por Caroline Fagundes Pieczarka

Já podem ser consultados os nomes dos beneficiários que receberam o Auxílio Emergencial pago pelo governo. Após várias denúncias de que algumas pessoas haviam recebido o benefício mesmo não se enquadrando nos requisitos do programa, o governo federal criou uma página lançada pelo Portal da Transparência e gerenciada pela Controladoria-Geral da União (CGU) para consulta nominal dos beneficiários. A plataforma foi desenvolvida em conjunto com o Ministério da Cidadania e traz o detalhamento de quem recebeu o auxílio, atualizada mensalmente.

A consulta pode ser feita pelo nome da pessoa, CPF e Número de Identificação Social (NIS). Além disso é possível filtrar a busca dos dados por estado/município e mês - faça aqui a consulta. A lista conta com mais de 63,5 milhões de beneficiários dos grupos do Bolsa Família, Inscritos no Cadastro Único e dos que se cadastraram pelo aplicativo e site da Caixa pedindo o auxílio.

Os dados detalham um valor de R$ 38,1 bilhões em recursos do governo federal. O site da CGU apresentou instabilidade em certos momentos do dia, tendo em vista o alto número de requisições. Caso você não consiga acessá-lo agora, tente mais tarde. A busca é feita em tempo real.

Nas redes sociais, o Ministério da Economia divulgou a possibilidade agora da consulta dos beneficiários do programa:

O Portal oferece também a possibilidade de realizar denúncias sobre fraudes relacionadas ao benefício. Na página com detalhamento das informações de cada beneficiário está disponível um link direcionando para uma denúncia que vai direto para o Ministério da Cidadania. Até então era possível denunciar fraudes e problemas relacionados ao auxílio emergencial pelo telefone 121 do Ministério da Cidadania e pela plataforma Fala.BR.

Por que o auxílio emergencial foi cancelado para alguns?

Enquanto aguardavam pela 2ª parcela do pagamento muitos beneficiários receberam no lugar do dinheiro o aviso de que o seu auxílio emergencial havia sido cancelado. O fato pegou os cidadãos de surpresa após o sistema apresentar divergências no cadastro.

Isso ocorreu porque segundo o Ministério da Cidadania a checagem e atualização da base de dados do governo é feita mensalmente pela pasta e pela Dataprev e, assim que identificada alguma informação que gere conflito com os critérios para receber os R$ 600,00, o auxílio é cancelado. Um exemplo disso é o caso daqueles que chegaram a receber a primeira parcela do pagamento mas conseguiram um emprego formal após isso e já não se encaixa nas regras de concessão do auxílio.

A boa notícia é que para aqueles que tiveram o benefício cancelado, mas discordam dos motivos apresentados existe a opção de contestar a decisão. Neste post ensinamos o passo a passo para realizar a contestação do benefício cancelado, confira.

Auxílio terá agora 5 parcelas

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que vai prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses. Bolsonaro afirmou em live que o pagamento do benefício já estaria acertado com o Ministro da Economia. "Vai ter, também, falei com o Paulo Guedes, a quarta e a quinta parcela do auxílio emergencial. Vai ser menor do que os R$ 600, para ir aí partindo exatamente para um fim", disse o presidente.

Segundo fontes do governo, as duas parcelas adicionais do auxílio emergencial, esperadas para julho e agosto, devem chegar com valor de R$ 300,00. A redução no valor das futuras parcelas vem sendo levantada por Bolsonaro e Guedes devido ao alto custo mensal do pagamento, que gira em torno de R$ 51,5 bilhões.

A ampliação do benefício está sendo estudada pela equipe econômica do governo que deve editar uma medida provisória para definir novas regras, visto que a lei que regulamenta o auxílio emergencial prevê a possibilidade de prorrogar o benefício, mas pelo valor atual de R$ 600,00. Agora, o governo deve discutir com o congresso nacional como será o prolongamento do auxílio e de quanto será o valor.

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