A Caixa já divulgou o novo calendário atualizado do Auxílio Emergencial em 2021. Os créditos em conta da primeira parcela iniciaram no dia 06 de abril para inscritos pelo app/site da Caixa e no CadÚnico e começaram ocorreram entre 16 e 30 de abril para os inscritos no Bolsa Família.

A liberação do saque da primeira parcela, prevista para ser liberada no dia 4 de maio, foi antecipada e começa agora no dia 30 de abril. A Dataprev já divulgou também o site de consulta de quem receberá as novas parcelas. O calendário completo e atualizado foi divulgado pelo Ministério da Cidadania - veja o cronograma abaixo.

- 15 perguntas e respostas sobre o novo auxílio emergencial

Calendário Auxílio Emergencial 2021

Segundo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, houve mudança na liberação dos saques da primeira parcela, quando o dinheiro é liberado para sacar nos caixas eletrônicos. "A mudança chega para antecipar em até duas semanas os saques, e já neste mês [abril] no dia 30, a gente começa a realizar os pagamentos, ou seja, permitir os saques nas lotéricas e nos ATM's [caixas eletrônicos] que era só em maio", disse Pedro Guimarães em live realizada ao lado do Presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o cronograma, os créditos em conta digital começaram no dia 06 de abril (1ª parcela) e terminam em 22 de agosto, quando será feito o último pagamento da 4ª parcela. Assim como no ano passado, haverá um intervalo de cerca de três semanas entre o depósito do dinheiro e a liberação dos valores para saque. No caso da primeira parcela, os créditos ocorrerão agora entre 06 e 30 de abril e o saque em dinheiro entre 30 de abril e 17 de maio (era de 04 de maio a 04 de junho).

Nesta nova fase serão pagas 4 parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375, conforme a unidade familiar do beneficiário. Desta vez, apenas uma pessoa por família terá direito às novas parcelas, diferentemente do ano passado, quando o auxílio foi pago para até 2 pessoas por família.

Veja abaixo o calendário completo para os inscritos pelo app e site, os primeiros a receber.

Calendário parcela 1 (antecipado) - Auxílio 2021

Mês de nascimento Data do crédito em conta Data para saque em dinheiro
Janeiro 06 de abril 30 de abril (era 04 de maio)
Fevereiro 09 de abril 03 de maio (era 06 de maio)
Março 11 de abril 04 de maio (era 10 de maio)
Abril 13 de abril 05 de maio (era 12 de maio)
Maio 15 de abril 06 de maio (era 14 de maio)
Junho 18 de abril 07 de maio (era 18 de maio)
Julho 20 de abril 10 de maio (era 20 de maio)
Agosto 22 de abril 11 de maio (era 21 de maio)
Setembro 25 de abril 12 de maio (era 25 de maio)
Outubro 27 de abril 13 de maio (era 27 de maio)
Novembro 28 de abril (era 29 de abril) 14 de maio (era 01 de junho)
Dezembro 29 de abril (era 30 de abril) 17 de maio (era 04 de junho)

Calendário parcela 2 - Auxílio 2021

Mês de nascimento Data do crédito em conta Data para saque em dinheiro
Janeiro 16 de maio 08 de junho
Fevereiro 19 de maio 10 de junho
Março 23 de maio 15 de junho
Abril 26 de maio 17 de junho
Maio 28 de maio 18 de junho
Junho 30 de maio 22 de junho
Julho 02 de junho 24 de junho
Agosto 06 de junho 29 de junho
Setembro 09 de junho 01 de julho
Outubro 11 de junho 02 de julho
Novembro 13 de junho 05 de julho
Dezembro 16 de junho 08 de julho

Calendário parcela 3 - Auxílio 2021

Mês de nascimento Data do crédito em conta Data para saque em dinheiro
Janeiro 20 de junho 13 de julho
Fevereiro 23 de junho 15 de julho
Março 25 de junho 16 de julho
Abril 27 de junho 20 de julho
Maio 30 de junho 22 de julho
Junho 04 de julho 27 de julho
Julho 06 de julho 29 de julho
Agosto 09 de julho 30 de julho
Setembro 11 de julho 04 de agosto
Outubro 14 de julho 06 de agosto
Novembro 18 de julho 10 de agosto
Dezembro 21 de julho 12 de agosto

Calendário parcela 4 - Auxílio 2021

Mês de nascimento Data do crédito em conta Data para saque em dinheiro
Janeiro 23 de julho 13 de agosto
Fevereiro 25 de julho 17 de agosto
Março 28 de julho 19 de agosto
Abril 01 de agosto 23 de agosto
Maio 03 de agosto 25 de agosto
Junho 05 de agosto 27 de agosto
Julho 08 de agosto 30 de agosto
Agosto 11 de agosto 01 de setembro
Setembro 15 de agosto 03 de setembro
Outubro 18 de agosto 06 de setembro
Novembro 20 de agosto 08 de setembro
Dezembro 22 de agosto 10 de setembro

O presidente da República Jair Bolsonaro assinou em 18 de março a Medida Provisória nº 1.039 com as regras que regulamentam a nova fase de pagamentos e deu mais detalhes de como será o Auxílio 2021.

Após discussões entre a equipe econômica do governo e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ficou decidido que o Auxílio Emergencial voltaria a ser pago em quatro parcelas de R$ 250, só que dessa vez para um número menor de beneficiários. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ainda que pode elevar o auxílio para R$ 600, como pedem 16 governadores estaduais, mas que para isso acontecer o Congresso precisará realizar as privatizações previstas.

Auxílio Emergencial vai chegar para 40 milhões

Conforme divulgado pelo Ministério da Cidadania, nesta segunda fase de pagamentos o benefício será destinado para mais de 40 milhões de pessoas. Terão direito às novas parcelas do Auxílio Emergencial os beneficiários do Bolsa Família, inscritos no Cadastro Único, desempregados e trabalhadores informais.

Para esta nova fase de pagamentos, o governo federal não abrirá novo prazo de cadastramento. Portanto, terá direito a receber as quatro parcelas quem se cadastrou até 02 de julho do ano passado e não estava com o benefício cancelado em dezembro. As novas parcelas serão pagas novamente pela Caixa Econômica Federal por meio do aplicativo Caixa Tem.

Valor do Auxílio Emergencial 2021

Na MP nº 1.039 publicada no dia 18 de março, o governo federal confirmou os novos valores do Auxílio Emergencial para 2021. Serão três valores variáveis, de acordo com a composição familiar do beneficiário:

  • R$ 150 para pessoas que moram sozinhas (família unipessoal)
  • R$ 250 para casais com ou sem filhos;
  • R$ 375 para mulheres chefes de família (família monoparental).

As novas parcelas continuarão sendo creditadas em conta poupança digital no aplicativo Caixa Tem e da mesma forma que os pagamentos anteriores terão calendários distintos para crédito e saque do benefício.

Calendário Auxílio Emergencial 2021 para Bolsa Família

Neste ano, mais de 10 milhões de beneficiários do Bolsa Família serão contemplados com as parcelas do Auxílio Emergencial. Assim como nos pagamentos do ano passado, este grupo continuará recebendo o benefício de acordo com calendário específico do programa. No entanto, a novidade deste ano é que parte dos inscritos no BF poderão receber o Auxílio Emergencial no Caixa Tem. De dezembro a março, a Caixa realizou a transição dos beneficiários que ainda não possuíam conta bancária para o aplicativo, onde o cidadão pode movimentar os valores em conta poupança digital ou realizar saque e transferência.

A primeira parcela do Auxílio Emergencial foi depositada para os beneficiários do Bolsa Família entre os dias 16 e 30/04. No mês de maio, esse público receberá a segunda parcela do auxílio de 18 a 31/05. Confira o calendário completo abaixo:

Calendário da 1ª parcela para público do Bolsa Família:

Dígito final do NIS Data de pagamento
1 16 de abril
2 19 de abril
3 20 de abril
4 22 de abril
5 23 de abril
6 26 de abril
7 27 de abril
8 28 de abril
9 29 de abril
0 30 de abril

Calendário da 2ª parcela para público do Bolsa Família:

Dígito final do NIS Data de pagamento
1 18 de maio
2 19 de maio
3 20 de maio
4 21 de maio
5 24 de maio
6 25 de maio
7 26 de maio
8 27 de maio
9 28 de maio
0 31 de maio

Calendário da 3ª parcela para público do Bolsa Família:

Dígito final do NIS Data de pagamento
1 17 de junho
2 18 de junho
3 21 de junho
4 22 de junho
5 23 de junho
6 24 de junho
7 25 de junho
8 28 de junho
9 29 de junho
0 30 de junho

Calendário da 4ª parcela para público do Bolsa Família:

Dígito final do NIS Data de pagamento
1 19 de julho
2 20 de julho
3 21 de julho
4 22 de julho
5 23 de julho
6 26 de julho
7 27 de julho
8 28 de julho
9 29 de julho
0 30 de julho

Não vai receber? veja como contestar

O Ministério da Cidadania já abriu alguns prazos para contestação de quem teve o auxílio emergencial negado. Para consultar se você é elegível ou teve o auxílio reprovado este ano, basta acessar o site -https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/consulta/ e fazer a consulta por meio do CPF, data de nascimento e nome da mãe. Caso o resultado seja negativo, o cidadão terá 10 dias corridos após a liberação do resultado para fazer a contestação no portal da Dataprev.

Veja os principais motivos que permitem a contestação (caso o resultado negativo apareça na consulta realizada):

  • Ser menor de idade (mães menores de 18 anos têm direito ao benefício). A contestação deve ser feita após atualizar a informação no site da Receita Federal.
  • Ter registro de óbito. Neste caso, ir até o cartório de registro civil para corrigir a informação antes de pedir a contestação.
  • Instituidor de pensão por morte;
  • Recebe Seguro desemprego (acessar o aplicativo CTPS Digital ou Sine Fácil e ver a situação do seguro desemprego. Caso não esteja recebendo, o trabalhador pode fazer a contestação.
  • Tem vínculo RGPS. Neste caso acessar o "Meu INSS" e "CTPS Digital" e conferir se o vínculo empregatício já foi encerrado. Caso não tenha sido, procurar o empregador para atualizar a informação antes de fazer a contestação.
  • Trabalhador intermitente (acessar o "Meu INSS" ou "CTPS Digital" e encerrar o contrato antes de fazer a contestação);
  • Detento em regime fechado ou Auxilio Reclusão. Neste caso se o trabalhador não recebe mais esse auxílio ou não se enquadra na situação, pode solicitar nova análise.
  • CPF não identificado (regularizar o CPF no site da Receita).
  • Estagiário. Antes de contestar é preciso atualizar a informação junto ao órgão onde trabalhava.
  • Bolsista CAPES, CNPQ, MEC ou FNDE. Caso não se enquadre na situação, poderá contestar.

No entanto, há alguns motivos de inelegibilidade que não permitem a contestação do auxílio. Vamos ver quais são eles:

Casos em que não é possível contestar

  • Ser servidor público (federal, municipal, estadual e militares);
  • Ter Mandato eletivo (políticos);
  • Ter Renda tributável acima do teto (R$ 28.559,70 em 2019);
  • Ter Rendimentos isentos acima do teto (superior a R$ 40.000,00);
  • Ter bens acima do teto em 31 de dezembro de 2019 superior a R$ 300.000,00;
  • Ter dependente de titular com rendimentos acima dos tetos acima citados;
  • Ser de família já contemplada (já tenha uma pessoa recebendo o Auxílio em 2021).