Governo estuda prorrogar o Auxílio Emergencial por mais 2 meses

Ministro Paulo Guedes afirmou que o benefício não será permanente, mas corte poderá ser gradual. Valor passaria para R$ 200,00 e duraria por mais 2 meses, até setembro.

Por Caroline Fagundes Pieczarka

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou pela primeira vez sobre uma possível extensão do auxílio de R$ 600,00 pago pelo governo para diminuir o impacto da pandemia da Covid-19. Guedes declarou que o governo irá "suavizar a queda" após os três meses (abril, maio e junho) em que é previsto o pagamento do benefício, tornando gradativa a eliminação da ajuda.

Segundo Guedes o governo pretende fazer uma phase out (eliminação em fases), reduzindo o valor do crédito ao invés de retirar completamente de uma vez só. "Não é que nós vamos prorrogar, porque não temos fôlego financeiro para fazer a gastança que está aí, mas vamos ter que suavizar a queda. Em vez de cair tudo de uma vez, nós vamos descer mais devagar um pouco", disse Guedes. A ideia é que após as 3 parcelas de R$ 600,00 o valor caia para R$ 200,00 e seja estendido possivelmente por um ou dois meses.

"Se voltar para R$ 200 quem sabe não dá para estender um mês ou dois? R$ 600 não dá. O que a sociedade prefere: um mês de R$ 600 ou três de R$ 200? É esse tipo de conta que estamos fazendo. É possível que aconteça uma extensão. Mas será que temos dinheiro para uma extensão a R$ 600? Acho que não", afirmou o ministro.

O Ministério da Economia já havia anunciado em nota de esclarecimento na semana passada que o auxílio emergencial não seria permanente. A pasta explicou que as medidas como o benefício de R$ 600,00 são temporárias e com o objetivo de combater os efeitos da crise do coronavírus.

"Com medidas extraordinárias, foi possível socorrer os mais vulneráveis que perderam seu sustento. Essa crise trouxe, entretanto, uma oportunidade para avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias. Projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno", declarou o ministério.

Na mesma semana o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, declarou que o auxílio emergencial poderia ser mantido após o fim da pandemia e chegou a anunciar a ideia de reduzir aos poucos o benefício. Segundo Costa, o governo estaria estudando formas de "desmontar gradualmente" as medidas de socorro adotadas neste momento. "Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra", completou.

Até o momento o auxílio emergencial tem orçamento de R$ 124 bilhões e cerca de 59 milhões de pessoas estão aptas a receber. Além de defender a redução no valor do auxílio por causa das limitações das contas públicas o ministro teme o risco de os trabalhadores não voltarem a produzir.

"Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia", justificou.

2ª parcela começou a ser paga

O presidente da Caixa Econômica Federal , Pedro Guimarães, divulgou os detalhes da nova rodada de pagamento da 2ª parcela do benefício. São agora 4 calendários, 1 para crédito dos valores e outros 3 para saques, sendo:

  • Um para SAQUE dos valores da 2ª parcela para beneficiários do Bolsa Família - a partir de 18 de maio;
  • Um para SAQUE dos valores para quem ainda não recebeu a 1ª parcela do benefício - começando no dia 19 de maio;
  • Um para CRÉDITO dos valores da 2ª parcela para quem fez o cadastro no app e site da Caixa, incluindo CadÚnico (poupança digital) - a partir de 20 de maio;
  • Um para SAQUE dos valores dos cadastrados no app e site da Caixa e do Cadastro Único (poupança digital) - a partir de 30 de maio;

A Caixa divulgou ainda um novo calendário para quem ainda não recebeu a 1ª parcela do benefício, cujos pedidos estavam represados na Dataprev. Assim, 8,3 milhões de pessoas receberão agora a primeira parcela de acordo com o mês de nascimento e nascidos em janeiro já poderão sacar os valores nesta terça de 19 de maio. Veja como fica o calendário para quem foi aprovado nos últimos dias e vai receber somente agora a 1ª parcela do benefício:

- 19 de maio (terça-feira) - Nascidos em Janeiro
- 20 de maio (quarta-feira) - Nascidos em Fevereiro
- 21 de maio (quinta-feira) - Nascidos em Março
- 22 de maio (sexta-feira) - Nascidos em Abril
- 23 de maio (sábado) - Nascidos em Maio, Junho e Julho
- 25 de maio (segunda-feira) - Nascidos em Agosto
- 26 de maio (terça-feira) - Nascidos em Setembro
- 27 de maio (quarta-feira) - Nascidos em Outubro
- 28 de maio (quinta-feira)- Nascidos em Novembro
- 29 de maio (sexta-feira) - Nascidos em Dezembro

- Confira todos os calendários da 2ª parcela do Auxílio Emergencial

*Com informações do jornal Folha de São Paulo

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